Sobre os artistas

Cristina Braga

Cristina Braga, harpista e cantora, tem sido grande responsável pela divulgação de uma harpa brasileira de jazz no mundo. Com seu trabalho consistente mostrou que seu instrumento também tem alma popular, tocando samba, choro, bossa, e participando de inúmeros projetos de música clássica e popular com a mesma desenvoltura. Cristina tem 16 discos gravados, alguns lançados também na Europa, Japão, Taiwan e EUA. Com a mesma naturalidade aprendeu a pedalar bossa-nova tocando com Peri Ribeiro, estrelou um show de samba tocando Noel Rosa e Cartola na harpa, tocou com as divas eternas Nara Leão, Ana Carolina e Zizi Possi, colocou harpa no rock nacional acompanhando os Titãs, e participou de apresentações ao lado de Lenine. Foi convidada por Roberto Menescal e Andy Summers (guitarrista do The Police) para uma participação especial no DVD United Kingdom of Ipanema. Gravou em discos de Nando Reis, Marisa Monte, Gal Costa, e fez a trilha sonora ao lado de Ricardo Medeiros, para os documentários sobre Fernando Lemos, Frederico Moraes de Guilherme Coelho, e o filme Amigo Invisível de Maria Letícia.

Foi uma das diretoras do Congresso Mundial de Harpas e idealizou e dirigiu por quatro edições o Festival Vale do Café, nas montanhas da região histórica do café, no Rio de Janeiro.

Juliana Steinbach

Juliana Steinbach nasceu em João Pessoa e começou seus estudos musicais na França com cinco anos de idade. Diplomada dos Conservatórios de Musica de Lyon e Paris, da Accademia Pianistica de Imola na Italia e da Juilliard School de Nova York, Juliana se formou com ilustres pedagogos do piano internacional. É laureada de vários concursos internacionais e é solista convidada de numerosas orquestras na Europa e no Brasil. Juliana Steinbach é ainda a fundadora e diretora artística de dois festivais na Borgonha e na Transylvânia. Sua discografia inclui três albums solos com obras de Liszt, Mussorgsky e Debussy e várias gravações de música de câmara.

Quarteto Boulanger

O nome do grupo é uma homenagem a uma das maiores mulheres da História da Música, a compositora, regente e professora Nadia Boulanger (França, 1887-1979). Formado pelas musicistas Jovana Trifunovic (violino / Sérvia), Flávia Motta (viola / Brasil), Lina Radovanovic (violoncelo / Sérvia) e Ayumi Shigeta (piano / Japão), todas com vasta experiência internacional, as quatro acabaram se encontrando no Brasil por meio da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais. A convivência de quase uma década e a vontade de criar sons na intimidade da música de câmara motivaram, em 2016, a formação do Quarteto e, já em 2017, a gravação do álbum Folhagens, com obras do compositor contemporâneo Harry Crowl. Cada vez mais inspiradas em Boulanger, as componentes do Quarteto têm buscado, com suas visões e ideias sobre o trabalho musical em nível de excelência, incrementar a pesquisa e a divulgação do campo composicional feminino para sua formação musical.

Em 2022 o grupo está lançando um novo trabalho, ENTRE BRUMAS E FÚRIAS, um álbum de música de câmara contemporânea, feito e interpretada por mulheres. Atentas às brumas que envolvem o futuro e às fúrias decorrentes da banalização da vida neste século XXI, as musicistas do Quarteto Boulanger decidiram, com seu fazer artístico, encomendar cinco peças a cinco compositoras brasileiras, com idades entre 37 e 88 anos. Juntas, compositoras e intérpretes tornam visíveis e audíveis suas visões musicais e suas percepções sobre a época em que vivemos, buscando contribuir para a descoberta de outras nuances,de outras formas de interpretação da vida e da arte.

Raquel Paz

Natural de Igarassu-PE, a violista Raquel Paz iniciou seus estudos musicais no projeto de na Igreja Adventista, ingressando em 2014 no Centro de Criatividade Musical, estudando com a profª Melina Gama. Em 2015 ingressou no Bacharelado em viola na UFPE com o Prof. Dr. Savio Santoro, tendo concluído o curso em 2021. Destacou-se como semifinalista no Programa Prelúdio da TV Cultura em 2018 e obteve menção honrosa na II edição do concurso Jovens solistas da Orquestra Criança Cidadã. Foi chefe de naipe em 2017 na Round Top Music Festival no Texas/EUA e em 2019 na Orquestra Sinfônica Mozarteum Brasileiro (OAMB). Em 2020 e 2022 participou do Ilumina Festival e do VI Gramado in Concert (2020) como chefe de naipe das violas da Orquestra principal do festival. Desde 2019 aprofundou sua pesquisa na música pernambucana para viola solo tendo seu projeto aprovado como bolsista CNPQ no Programa PIBIC-UFPE. Em 2021 Produziu pela Lei Aldir Blanc LAB/PE um show autoral intitulado “Raquel Paz toca a música pernambucana” e também um show-documentário autoral com o Desdobrado Trio, intitulado “Desdobrando a música”.

Rodrigo Prado

Rodrigo Prado é formado pela Faculdade Santa Marcelina tendo se inclinado para o lado da música contemporânea. Estreou diversas obras para violoncelo dedicadas a ele trabalhando em colaboração com compositores brasileiros. Possui experiência com orquestra, música de câmara, eletrônica mista, improvisação, música popular, em conjunto de balé e teatro. Recentemente se apresentou na 24 bienal de música brasileira contemporânea no Rio de Janeiro (2021). Já passou pelo Ateliê contemporâneo da Escola municipal de música de SP fazendo até estréia nacional, Grupo contemporâneo (emesp), Balé da cidade de São Paulo e atualmente pelo Ensamble Câmaranóva. Dentro de sua área participou do Festival música estranha de São Paulo por duas vezes.

Duo Pessoa da Silva

Formado pelos músicos Carlos Alberto da Silva (bandolim e Violão) e João Paulo Pessoa (violão), o Duo Pessoa da Silva desenvolve um trabalho de pesquisa e transcrição e apresenta um repertório variado, mesclando valores eruditos e elementos populares de culturas diversas. O duo tem se dedicado a transcrever e executar sonatas para solista e continuo de Domenico Scarlatti, além de obras de J.S. Bach, Astor Piazzolla, Egberto Gismonti, Luiz Bonfá, e Heitor Villa-Lobos.