Virtuosi Gravatá celebra erudito e Luiz Gonzaga (Jornal do Commercio)

Dois grandes mestres da música clássica e da popular – o francês Claude Debussy e o pernambucano Luiz Gonzaga, respectivamente – são os homenageados da quarta edição do Virtuosi Gravatá. Referência no que diz respeito à divulgação e ao trabalho de formação de apreciadores da arte erudita em Pernambuco, o festival começa hoje e vai até o dia 22 de julho, com concertos gratuitos, realizados na Igreja Matriz de Sant´Anna.

Intitulado Mozart para sempre, o concerto de abertura contará com a participação do pianista Victor Asuncion (Filipinas), da violinista Caroline Chéhadé (Canadá), do violista pernambucano Rafael Altino e da Orquestra do Festival, a qual é dirigida pelo diretor artístico do Virtuosi, o maestro Rafael Garcia – “chileno de nascimento, mas brasileiro de coração”, como gosta de enfatizar.

No sábado e no domingo, os concertos estão marcados para acontecer em dois horários: às 11h e às 19h. Além do homenageado Debussy, serão executadas peças de Beethoven, Sergei Rachmaninoff, Edward Grieg, Robert Schumann e Cesar Franck.

A partir da segunda-feira e durante toda a semana, só haverá concertos às 19h. A terça deve reservar momentos de grande emoção devido à participação do maestro João Carlos Martins, que, em abril deste ano, passou por uma delicada cirurgia no cérebro a qual lhe devolveu parte da habilidade de tocar piano. Além de reger a Orquestra do Festival, ele tocará em alguns trechos do concerto composto por obras de Johann Sebastian Bach, Tom Jobim, Ennio Morricone, Baden Powell e Clóvis Pereira.

Nascido há 72 anos, em São Paulo, Martins começou a estudar piano aos oito anos. Aos 13, já tocava pelos palcos do País. Cinco anos depois, passou a atuar no exterior. Considerado um dos maiores intérpretes de Bach no século passado, ele teve que interromper, em 2002, sua carreira de pianista devido a problemas físicos.

Ana Lúcia Altino, pianista, professora e diretora geral do Virtuosi informa que, neste ano, haverá concertos em dois distritos de Gravatá. “É uma forma de apresentar a música erudita para pessoas que, normalmente, não têm acesso a ela”, explica.

Para ela, realizar o festival em Gravatá tem sido uma experiência gratificante por conta do clima, da boa infraestrutura e do ótimo público. “Chega inverno e vem todo mundo pra cá. Interessante que, nos concertos, vejo gente que não encontro nas apresentações do Recife”, destaca.

O secretário de Planejamento de Gravatá, Jaime Prado, enfatiza a importância do evento para o município e diz que há planos de tomar o festival como base para voos mais altos para a cidade. “O Virtuosi está ficando grande para Gravatá. Estamos estudando a possibilidade de fazer um festival de inverno de 30 dias, tendo o Virtuosi como alicerce”, revela, chamando atenção ainda para o exemplo do festival de inverno de Campos do Jordão (SP), no qual a música clássica é a estrela.

A homenagem a Luiz Gonzaga acontecerá em forma de concerto. Intitulado A coragem e a cara: memória musical de Luiz Gonzaga e composta pelo paraibano Eli-Eri Moura, a peça será executada pela primeira vez no dia 21 de julho.



Esse texto foi publicado sexta-feira, julho 13th, 2012 às 8:47 AM na seção Clipping. Você pode acompanhar todos os comentários através do feed RSS 2.0. Você também pode comentar, ou criar um link para cá em seu site.

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