Virtuosi Brasil: Marlos Nobre

Nasceu em Recife em 1939, formou-se em composição musical no Instituto Torcuato Di Tella em Buenos Aires com os grandes mestres Alberto Ginastera (Argentina), Olivier Messiaen (França), Ricardo Malipiero e Luigi Dallapiccola (Itália). Vencedor de 25 prêmios internacionais de composição musical, destacando-se o Prêmio UNESCO em 1974 e recentemente o Premio Tomás Luis de Victoria 2006, como o maior compositor contemporâneo da Iberoamérica.

Escreveu 240 obras até o presente, gravadas e difundidas mundialmente pelas grandes orquestras mundiais, como a Orchestre de la Suisse Romande, a Royal Philharmonic de Londres, a Orchestre de Paris, a Orquestra da Ópera de Nice. Sua obra está gravada atualmente em 57 CDs lançados em todo o mundo. Foi Diretor Musical da Radio MEC, Rio de Janeiro; Diretor do programa “Concertos para a Juventude” na Rede Globo; 1º Diretor do Instituto Nacional de Música da FUNARTE no qual lançou o programa Espiral de Ensino de Cordas a jovens carentes em convênio com o SESI em todo Nordeste do Brasil; o programa de Revitalização de Bandas em todo o Brasil; o programa de apôio aos jovens instrumentistas brasileiros; os Concursos Nacionais de Corais Universitários; de Bandas de Música; de Jovens Solistas; organizou os Concursos Nacionais de Jovens Compositores na FUNARTE. Foi eleito por aclamação, em 1985, Presidente do Conselho Internacional de Música da UNESCO e organizou em Brasília em 1987 o Dia Mundial da Música. É Oficial da Ordem das Letras e Artes da França; Oficial da Ordem Rio Branco; Grande Oficial da Ordem do Mérito de Brasília; professor convidado das Universidades de Yale, Juilliard School, Indiana, Texas nos Estados Unidos, Conservatório Real de Bruxelas na Bélgica, GAUDEAMUS na Holanda, tendo recebido as mais altas láureas concedidas pelas Universidade de Indiana, Texas e da Universidade de Arte de La Habana, em Cuba.

É membro de honra do Concurso Rubinstein em Israel, do Concurso Santander na Espanha e do Comitê das Artes Olímpicas em Paris, do Concurso Internacional Santander da Espanha e do Concurso Alberto Ginastera na Suíça. A crítica e musicólogos internacionais são unânimes ao considerarem Marlos Nobre como a legítima expressão da música contemporânea do Brasil. Entre suas obras destacam-se: Divertimento, Concerto Breve e Concertante do Imaginário (para piano e orquestra); Convergências, Mosaico, In Memoriam, Passacaglia e Kabbalah (para orquestra); IVº Ciclo Nordestino, Sonata Breve, Sonatina e Sonata sobre tema de Bartok (para piano); Yanomani (para coro e violão); Cantata do Chimborazo (para coro, solistas e orquestra); Ukrinmakrinkrin, O Canto Multiplicado, Canto a Garcia Lorca (para voz e instrumentos); Biosfera e Concerto para Cordas II (para orquestra de cordas); Momentos I a IV e Reminiscências para violão), a série de 40 Desafios para as mais diversas combinações instrumentais; o Trio para piano, violino e cello, o Quarteto de Cordas nº 1, o Quinteto de Sopros e suas recentes peças “Amazônia Ignota” para 4 flautas, percussão e piano e “Mandala” para violino clarinete e piano. Recebeu mais de 40 encomendas das mais importantes instituições culturais e musicais de todo o mundo.



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Esse texto foi publicado terça-feira, maio 19th, 2009 às 6:44 AM na seção Programação. Você pode acompanhar todos os comentários através do feed RSS 2.0. Você também pode comentar, ou criar um link para cá em seu site.

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