Viola A Rafael — Rafael Altino

patroc viola

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Programa do CD

Marlos Nobre
Sonata para viola solo, Op.11
1. Animato ed energico
2. Lento, molto cantabile
3. Vivo

Liduino Pitombeira
Seresta nº 3 para viola e piano (2001)
4. Aboio
5. Batuque
Piano: Ana Lúcia Altino

Danilo Guanais
6-7. Con loro nel fiume (compianto di Longarone)
Dedicada a Rafael Altino

Henrique Vaz
8. vjˈɔ.lɐ
para 43 violas, piezos e micromotores de massa de rotação excêntrica
à Rafael (2014)

Nelson Almeida
9-11. Capricho do João Teimoso (2013)

Marcilio Onofre
Partita – L’ingénu para viola solo
Dedicada a Rafael Altino
12. I
13. II
14. III
15. IV – Postlude

Rafael Altino

Um violista completo, Rafael Altino sente-se à vontade tanto como recitalista, camerista, solista ou tocando em uma orquestra. Atualmente em sua 18ª temporada como violista principal da Orquestra Sinfônica de Odense, Dinamarca, Rafael começou seus estudos musicais em seu país natal, Brasil, com seu pai Rafael Garcia aos 9 anos. Aos 17 anos mudou-se para os Estados Unidos onde continuou sua educação musical. Bacharel pelo New England Conservatory of Music, Boston e Mestre pela Juilliard School of Music, Nova York, estudou com Marylou Speaker Churchill, Burton Fine, Louis Krasner e Samuel Rhodes. Outros estudos na Alemanha na Musikhochshulle Köln com Rainer Moog e na Musikakademie em Detmold com Nobuko Imai. É frequentemente convidado para participar em festivais internacionais e concertos, apresentando-se em vários países tais como Brasil, França, Alemanha, Grécia, Japão, Noruega, Coréia do Sul, Espanha, Suécia, Taiwan e Estados Unidos. Suas colaborações de música de câmara incluem artistas como Nikolaj Znaider, Benjamin Schmidt, Ilya Gringolts, Antonio Meneses, Andreas Brantelid, Roland Pöntinen, Marianna Shirinyan bem como os quartetos de cordas Henschel e Miró. Rafael Altino foi membro do Arild String Quartet, com quem excursionou pela Escandinávia e gravou obras de CPE Horneman e Asger Hamerik para o selo DaCapo Records. Alexander Vedernikov, Michael Schønwandt, Thomas Søndegard, Mathias Bamert e Vladimir Jurovsky são alguns dos maestros com quem Rafael teve o prazer de tocar como solista concertos de Bartok, Walton, Hindemith, Paganini, Berlioz, bem como aqueles escritos para ele por Karsten Fundal e Christian Lindberg. Como um amante da música nova, Rafael Altino encomendou uma série de obras para viola solo e com orquestra, entre elas composições de Poul Ruders, Bent Sørensen, Anders Koppel, Søren Nils Eichberg, Nils Rosing-Schow e Karsten Fundal, as quais serão incluida em um próximo CD. Outros projetos de gravação incluem o concerto ‘Steppenwolf’ de Christian Lindeberg para o selo BIS e os concertos escritos para ele por Karsten Fundal e Søren Nils Eichberg juntamente com Per Nørgård para o selo DaCapo. Como pedagogo e educador dedicado, Rafael leciona na Carl Nielsen Academia de Música de Odense, Dinamarca, bem como na Academia de Música de Malmö, Suécia. Rafael Altino toca numa viola do final de 1700 de autor desconhecido francês com um arco James Tubbs gentilmente cedidos pelo Instrumentfonden da Sinfônica de Odense.

Rafael Altino

A consummate violist, Rafael Altino is equally at home performing solo recitals, chamber concerts, as soloist or in an orchestra.  Presently in his 18th season as principal viola with the Odense Symphony Orchestra in Denmark, Rafael began his musical studies in his home country of Brazil with his father at the age of nine. At seventeen he moved to the United States where he continued his musical education. He has a Bachelor’s degree from the New England Conservatory of Music in Boston and a Master’s degree from the Juilliard School of Music in New York. His principal teachers include Marylou Speaker Churchill, Burton Fine, Louis Krasner and Samuel Rhodes.  Further studies took him to Germany at the Musikhochshulle Köln with Rainer Moog and at the Musikakademie in Detmold with Nobuko Imai.He is a frequent guest at international music festivals and concerts engagements have taken him to Brazil, France, Germany, Greece, Japan, Norway, South Korea, Spain, Sweden, Taiwan and the Unites States. His chamber music collaborations include such artists as Nikolaj Znaider, Benjamin Schmidt, Ilya Gringolts, Antonio Meneses, Andreas Brantelid, Roland Pöntinen, Marianna Shirinyan as well as the Henschel and Miró string quartets. Mr. Altino has been a member of the Arild String Quartet, with whom he has toured in Scandinavia and recorded works of C.P.E. Horneman and Asger Hamerik for DaCapo Records.As a soloist, Rafael has performed with conductors such as Alexander Vedernikov, Michael Schønwandt, Thomas Søndegard, Mathias Bamert and Vladimir Jurovsky works by Bartok, Walton, Hindemith, Paganini, Berlioz as well as those written for him by Karsten Fundal and Christian Lindberg. A strong advocate of new music, Mr. Altino has comissioned a number of new works for the viola, including solo works by Poul Ruders, Bent Sørensen, Anders Koppel, Søren Nils Eichberg and Nils Rosing-Schow, all of which will be included in an upcoming CD. Other recording projects include Christian Lindeberg’s viola concerto  ’Steppenwolf’ for the BIS label and the concertos written for him by Karsten Fundal and Søren Nils Eichberg along with Per Nørgård for DaCapo label. A dedicated pedagogue, Mr. Altino has give numerous master classes in festivals throughout the globe and teaches at the Carl Nielsen Music Academy in Odense, as well as the Malmö Academy of Music in Sweden. He plays on unknown French viola from late 1700 and a James Tubbs bow, generously on loan by the Instrumentfonden of Odense Symphony Orchestra.

Compositores e suas obras

Marlos Nobre
Pernambucano, formou-se em composição musical no Instituto Torcuato Di Tella em Buenos Aires. Vencedor de 25 prêmios internacionais de composição musical, destacando-se o Premio Tomás Luis de Victoria 2006, como o maior compositor contemporâneo da Iberoamérica. Escreveu mais de 240 obras até o presente, gravadas e difundidas mundialmente pelas grandes orquestras mundiais. Sua obra está gravada atualmente em 57 CDs lançados em todo o mundo. Foi eleito por aclamação, em 1985, Presidente do Conselho Internacional de Música da UNESCO. É Diretor Artístico e Regente Titular da Orquestra Sinfônica do Recife.

Sonata para viola solo, Op.11
A minha Sonata para viola foi escrita em 1963 a pedido do meu querido amigo violista George Kiszely, húngaro de origem, a quem foi dedicada. Composta  em três movimentos allegro, lento e vivo, exploro na peça três ideias básicas: uma construção de forma sonata mais densa no 1º movimento; um  2º movimento mais cantabile e dramático explorando as tessituras extremas do instrumento  e uma toccata final em forma de rondó, no 3º movimento, bastante virtuosística. Foi minha primeira e única obra escrita em um nítido estilo neo-clássico que me fascinava naquele período de minha vida de compositor. (MN)

Liduino Pitombeira
A música de Liduino Pitombeira tem sido apresentada pelo Quinteto de Sopros da Filarmônica de Berlim, Sinfonieta de Louisiana, Quarteto de Saxofone Red Stick, Trio Nova Música da Universidade de Nova York, Orquestra Sinfônica do Recife, Orquestra Sinfônica de São Paulo. Recebeu vários prêmios de composição tanto no Brasil como nos Estados Unidos incluindo o 1º prêmio nos concursos Camargo Guarnieri de 1998 e Sinfonia dos 500 anos. Tambem recebeu o prêmio Shepherd Distinguished Composer of the Year com Paisagens brasileiras nº1. Suas obras são publicadas pela Editora Peters, Bella Musica, Cantus Quercus, Conners, Alry, RioArte.

Seresta nº 3 para viola e piano (2001)
Seresta é a denominação brasileira para serenata que apareceu no inicio do século XIX na tradição de Portugal. Dois elementos são importantes na formação da seresta brasileira: o estilo vocal torna-se um lament e a linguagem musical incorpora elementos de choro. Essa obra em dois movimentos dedicada a Sonia Feres-Lloyd está baseada nos gêneros brasileiros: aboio e batuque. Aboio é a canção do vaqueiro de origem moura que veio para o Brasil na época da colonização (1500). É mais comum no nordeste do Brasil. Não se usa texto. Ele consiste apenas no uso de vogais. Batuque é uma dança de origem Africana. Bernstein, que gravou o Batuque de Lorenzo Fernandes disse que esta dança é como uma luta de box com movimentos súbitos e surpreendntes que nos convidam para dançar. (LP)

Danilo Guanais
Iniciou seus estudos de Música na Escola de Música da UFRN. Em 1996 gravou a Missa de Alcaçus, publicada em 2013, e em 2002 estreou em Natal sua Primeira Sinfonia. Mestre em Artes pela Unicamp/UFRN, é Doutor em Composição pela UNIRIO/UFRN. É autor de numerosas obras para grupos de câmara, solistas e orquestra. Dedica-se também ao trabalho de composição de trilhas sonoras de espetáculos ao ar livre, como o Chuva de Bala no País de Mossoró e Um Presente de Natal. Ganhador do Prêmio Hangar de Melhor Compositor Erudito no Nordeste, em 2004, é professor da Escola de Música da UFRN.

Con loro nel fiume (compianto di Longarone) Dedicada a Rafael Altino
Con Loro nel Fiume é uma composição original para viola solo, escrita como uma fantasia elegíaca cujos elementos estruturais evocam uma tragédia: o transbordamento das águas da represa Vajont, em 9 de outubro de 1963, e que provocou a morte de mais de 2000 pessoas na pequena cidade de Longarone. Não se pretende aqui uma descrição da tragédia, apenas uma construção retórica, econômica e fragmentada, cuja composição estrutural represente minha impressão pessoal a respeito de um evento que ocorreu próximo ao meu próprio nascimento. O título é retirado de um poema anônimo encontrado após a tragédia. (DG)

Henrique Vaz
Natural do Recife, é mestre em Processos e Teorias Composicionais pela UFPB. Enquanto pesquisador é entusiasta da “ornamentação”, do adorno enquanto “atividade genérica” do homem. Interessa-o, outrossim, a fisicalidade instrumental, a corporeidade do intérprete, a fisiologia do som, o cartografar dos gestos, o “tempo ornamentado”, a “interpretação” como soma das condições físicas de aparição do som e o acontecimento…, modo íntimo do sentido – a partitura lhe é território, matriz onde o codificado, coreografado e indicado são a periodicidade, a velocidade, a direção e a natureza dos gestos: a cinética dos corpos. Da “tradição”, interessa-o seu gérmen… Se o “tradicional” é revestido de lembranças que impulsionam o “não-lembrar”, eis a sua distinção para o gérmen que o fundou, pois é nele que é verificado a construção figurativa da linguagem, as funções fabuladoras que englobam o “agente” de invenção e recomeço, de morte e finitude – “tradição” não enquanto ente coincidente e de reconhecimento próprio e comunidade enquanto diferença ontológica.

vjˈɔ.lɐ
para 43 violas, piezos e micromotores de massa de rotação excêntrica.
à Rafael (2014)

Viola…, viola bastarda, viola burguesa, viola caipira, viola campaniça, viola d’amore, viola da gamba, viola de arame, viola de braço, viola de cocho, viola pomposa, viola profunda. Viola…: “um dos instrumentos que utilizam a clave de Dó (na terceira linha)”. Detalhe de um afresco de Gaudenzio Ferrari de 1535. Laivo, oliva, vilão, viloa… Peixe condropterígio que habita as costas do Algarve…, viola: terceira pessoa do singular do presente do indicativo do verbo violar. Meter a viola no saco: calar-se, embatucar. Viola; substantivo…, em catalão: viola; em tcheco: viola; em esloveno: viola; em espanhol: viola; em finlandês: viola; em holandês: viola; em italiano: viola; em inglês: viola; em sueco: viola; em papiamento: viola…, esperanto: viola. Pizzicato, col legno, vibrato, corda dupla, harmônicos, glissando, sul ponticello, sul tasto, Suzuki, Tartini…, The viola in my life – Morton Feldman. Viola: nome feminino, flexiona como: casa. Violar: jogo popular, substantivo masculino… Luanda: vi.ˈɔ.lɐ; Lisboa: vjˈɔ.lɐ; Maputo: vjˈɔ.lɐ; Rio de Janeiro: vjˈɔ.lɐ; São Paulo: vi.ˈɔ.lə; Díli: vjˈɔ.lə… 24,7 milhões de brasileiros são indigentes, de acordo com IPEA… Viola “[…] do latim vitularia: celebrar alegremente, oriundo de Vitula, deusa romana da vitória e júbilo”…, segundo o filólogo alemão, Friedrich Christian Diez (1794-1876), a palavra provençal viula vem do latim vitula, e este de vitulari que significa “saltar como um garrote”; depois passou a expressar o saltar e bailar felizes, daí vitula para o instrumento de cordas usado para fazer saltar e bailar a gente… Viola…, afinada nos tons: lá (primeira corda), ré (segunda corda), sol (terceira corda), dó (quarta corda); extensão: 128Hz à 1.280Hz…, Na quinta página de Das andere, para viola, opus 49 de Radulescu há uma “special technique” na primeira corda, denominada “little devils”: “[…] The whole technique resembles a cloudy phenomenon with very high register erruptions like sparkings”… Sempre me fascinou o quão agudo, complexo e indefinido isso soa, assim como “o outro” e o outro eu (das andere ich). Viola. Vi-o-la…; vi-o-la-bi-li-da-de – viola… 43 estudantes desaparecidos no México. (HV)

Nelson Almeida
Pernambucano, iniciou seus estudos musicais na Filarmônica XV de Novembro. Graduou-se, com láurea, em Música, pela UFPE e fez Especialização em Música do Século XX e em Fundamentos da Educação, pela UFPB e UFPE. Fez Mestrado (MPhil) e Doutorado (PhD) em Composição pela Keele University, na Inglaterra. Foi regente do Coral Canto da Boca, da Camerata Estúdio de Música e do Coro Infantil Cantinho da Boca, da UFPE. Participou como compositor, arranjador, regente e diretor musical do CD ‘Criança Canta pra Criança’ – interpretado pelo Coral Infantil Cantinho da Boca da UFPE.

Capricho do João Teimoso (2013)
Para Viola solo 2013

João Teimoso é um brinquedo, um pequeno boneco, de aproximadamente, 10 centímetros. É feito, artesanalmente, de isopor (tipo de poliestireno), tendo uma pequena peça de chumbo cravada à base que o mantém sempre em pé. Daí seu nome, teimoso. A música é uma peça em um só movimento, para viola solo. Aproxima-se da tradução e tradição do termo capriccio, normalmente leve, gracioso e de forma livre. O andamento é rápido, de natureza virtuosística. Como um todo, a peça desenvolve-se a partir de uma estreita relação com o número 9 e, consequentemente, com o 3. Assim: um conjunto de 3 frases musicais forma um período. Cada frase contém 3 membros, cada membro contém 3 incisos (células) de 3 notas cada um. As notas têm origem em uma escala de 12 sons, formada por 3 tetracordes regulares. O primeiro contempla as 4 primeiras notas diatônicas de uma escala maior, o segundo é uma transposição uma 5ª justa acima. A 4ª nota, alterada ascendentemente, evita a repetição da primeira. O terceiro é formado pelas notas restantes, todas alteradas ascendentemente. Ex:

C D E F G A B C# D# F# G# A#

Cada frase encerra-se com alteração de agógica (ritenuto) e recomeça com a indicação a tempo, realizados livremente, a piacere. Esta forma se prolonga por mais 2 períodos e completam uma seção, o Primeiro Ato. Segue-se duas mais seções, respectivamente Segundo e Terceiros Atos, sendo o Segundo de fortes contrastes, de andamento (Lento) e textura; e o Terceiro marcado pela volta ao caráter vivo e a mesma textura do Primeiro. Em relação à forma, ambos (Atos 2 e 3) seguem a mesma organização formal do precedente Ato 1. (NA)

Marcilio Onofre
Paraibano, estudou composição com Eli­-Eri Moura, que também orientou seu mestrado. Com bolsa do Mozar­teum Brasileiro estudou com Krzysztof Penderecki na Akademia Muzyczna w Krakowie, recebeundo seu “Artist Diploma”. É professor da UFPB e membro do COMPOMUS/UFPB. Premiado em concursos de composição, participa de festivais como o da Académie Internationale de Musique et de Danse Du Domaine Forget (Canadá), das Bienais de Música Brasileira Contemporânea. Obras suas são interpretadas por conjuntos como a Camerata Aberta, o Grupo Sonantis, o Arditti String Quartet e o Nouvel Ensemble Moderne.

Partita – L’Ingénu para viola solo (dedicada a Rafael Altino)
“Partita – L’Ingénu” foi escrita entre 2012 e 2013. A obra teve como ponto de partida o rico universo timbrístico da cantoria do rabequeiro José Oliveira, o “Cego Oliveira”. Tais elementos foram transfigurados, exagerados e dilatados com o objetivo de implementar um discurso musical construído a partir da noção de melodia composta. Partindo desse princípio, notas ou sons que compartilham certa proximidade ou semelhança, em particular nos parâmetros registro, timbre ou ritmo, tendem a ser percebidos como “um todo”, uma Gestalt. Utilizamos esse princípio para construir as diferentes camadas da peça. Tentamos criar em cada movimento sua identidade. Apesar disso, todos eles finalizam com uma pequena parte em harmônicos. Essas partes funcionam como uma espécie de “rima”, muito utilizada por repentistas. No último movimento, que tem como título “Postlude”, os harmônicos são utilizados como um desdobramento das pequenas partes utilizadas nos movimentos anteriores, fechando assim um ciclo. (MO)

Composers and their work

Marlos Nobre
Natural of Pernambuco, graduated in musical composition in the Torcuato Di Tella Institute in Buenos Aires. Winner of 25 international awards for music composition, highlighting the Premio Tomás Luis de Victoria 2006 as the greatest contemporary composer of Ibero-America. He wrote more than 240 works to date, recorded and distributed worldwide by major world orchestras. His work is currently recorded on 57 CDs released worldwide. Was elected by acclamation in 1985, President of the International Council of UNESCO Music. Marlos Nobre is Artistic Director and Conductor of the Symphony Orchestra of Recife.

Sonata for solo viola, Op.11
My Sonata for viola was written in 1963 at the request of my dear friend, Hungarian violist George Kiszely, to whom it was dedicated. Composed in three movements, I explore three basic ideas: a denser construction in sonata form in the 1st movement; a 2nd more cantabile and dramatic movement exploring the extremes of the instrument’s tessitura, and a final toccata-shaped rondo, the 3rd movement, quite virtuosic. It was my first and only work written in a clear neo-classical style that fascinated me in that period of my life as a composer. (MN)

Liduino Pitombeira
The music by Liduino Pitombeira has been presented by the Berlin Philharmonic Wind Quintet, Louisiana Sinfonietta, Red Stick Saxophone Quartet, New Music Trio of New York University, Recife Symphony Orchestra, Symphony Orchestra of Sao Paulo. Received numerous composition awards in Brazil and in the United States including the 1st prize in Camargo Guarnieri contests, 1998 and Symphony of 500 years. Also received the Distinguished Shepherd Composer of the Year award with Brazilian Landscapes # 1. His works are published by Peters, Bella Musica, Cantus Quercus, Conners, Alry, RioArte.

Seresta nº 3 para viola e piano (2001)
Seresta is the Brazilian denomination for serenade, which appeared in the early 19th century tradition of Portugal. It consists of performing lyrical songs at night while walking through the streets. Two elements are important in the formation of the Brazilian seresta: the vocal style becomes lament-like and the musical language incorporates elements of choro. This two-movement work, dedicated to Sonia Feres-Lloyd, is based on two Brazilian genres: aboio and batuque. Aboio is the vaquero’s (cowboy) work song of Moorish origin that came to Brazil in the colonization period (1500). It is more common in the Northeastern part of Brazil. It does not use text, i.e., it consists only in the use of vowels. Batuque is a dance of African origin. Bernstein, who recorded Lorenzo Fernandez’s Batuque said that this dance is like a boxing fight with abrupt and surprising motions, that invite us to dance with the music.

Danilo Guanais
He started to study music at UFRN Music School. In 1996 he recorded the Missa de Alcaçus, published in 2013, and in 2002 debuted in Natal his First Symphony. Master of Arts from Unicamp / UFRN, Mr. Guanais is PhD in Composition UNIRIO / UFRN. He is the author of numerous works for chamber groups, soloists and orchestra. He is also dedicated to the work of composing soundtracks of outdoors spectacles, as the Chuva de Bala no País de Mossoró and Um presente de natal. Winner of Hangar Award for Best Classical Composer in the Northeast in 2004, Mr. Guanais is professor of UFRN Music School.

Con loro nel fiume (compianto di Longarone) To Rafael Altino
Con Loro nel Fiume is an original composition for solo viola, written as a fantasy elegiac whose structural elements evoke a tragedy: the overflowing of the Vajont dam waters on October 9, 1963, and caused the death of over 2000 people in small town of Longarone. It is not intended here a description of the tragedy, only a rhetorical, economic and fragmented construction whose structural composition represents my personal impression about an event that occurred close to my own birth. The title is taken from an anonymous poem found after the tragedy. (DG)

Henrique Vaz
Born in Recife, is Master of Processes and Compositional Theories by UFPB. While researcher is enthusiastic about “ornaments”, the adornment as “generic activity” of the man. Interests him the instrumental physicality, the embodiment of the interpreter, the physiology of sound, the mapping of gestures, the “ornate time,” the “interpretation” as the sum of the physical conditions of the appearance of the sound and the event …, intimate way of the sense – the score is territory, matrix where the encoded, choreographed and indicated are the frequency, speed, direction and nature of gestures: the kinetic of bodies. From “tradition”, interests him its germ … If the “traditional” is coated of memories that drive the “non-remember”, here’s its distinction to the germ that created it, because it is in it where the construction figurative of the language is checked, creative functions that comprise the “agent” of invention and new beginning, death and finitude – “tradition” while not being coincident and self-recognition and community as ontological difference.

vjˈɔ.lɐ
for 43 violas, piezos and mass micromotors of eccentric rotation.
to Rafael (2014)

Viola … bastard viola, viola bourgeois, viola country, viola “campaniça,” viola d’amore, viola da gamba, wire viola, viola da braccio, viola de cocho, viola pompous, viola deep. Viola …, “one of the instruments that use the C clef (on the third line).” Detail of afresco by Gaudenzio Ferrari, 1535. Stain, olive, villain, viloa … condropterígio fish that inhabits the shores of the Algarve …, viola: third person singular present indicative of the verb violate. Put the viola in the bag: shut up, embatucar. Viola; noun … in Catalan: viola; in Czech: viola; in Slovenian: viola; in Spanish: viola; in Finnish: viola; Dutch: viola; in Italian: viola; English: viola; in Swedish: viola; in Papiamento: viola … Esperanto: viola. Pizzicato, col legno, vibrato, double rope, harmonics, glissando, south ponticello, south tasto, Suzuki, Tartini …
The viola in my life – Morton Feldman. Viola: female name, flexes as home. Violating: popular game, masculine noun … Luanda: vi.ɔ.lɐ; Lisbon: vjɔ.lɐ; Maputo: vjɔ.lɐ; Rio de Janeiro: vjɔ.lɐ; London: vi.ɔ.lə; Dili: vjɔ.lə … 24.7 million Brazilians are poor, according to IPEA… Viola … “[…] from the Latin vitularia: celebrate joyfully, come from Vitula, Roman goddess of victory and joy.” .., the German philologist Friedrich Christian Diez (1794-1876), the viula Provencal word comes from the Latin vitula, and this vitulari meaning “jump like a ____-“; then went on to express the jump and dance happy, then vitula for string instrument used to bounce and dance us … … Viola… tuned in tones: A (first string), D (second string), G (third string), C (fourth string); extension: 128Hz to 1.280Hz … On the fifth page of Das andere, for viola, opus 49 by Radulescu there is a “special technique” on the first string, called “little devils:” “[…] The whole technique resembles a cloudy phenomenon with very high register erruptions like sparkings …” I always loved how acute, complex and undefined it sounds, as well as “the other” and the other I (das andere ich). Viola. Vi-o-la…vi-o-la-bi-li-ty – viola … 43 missing students in Mexico. (HV)

Nelson Almeida
Natural from Pernambuco, he began his musical studies at the Philharmonic XV de Novembro. He graduated with academic degree in Music from the UFPE and has Especialization in music of the twentieth century and Foundations of Education, at the UFPB and UFPE. Masters (MPhil) and Doctor (PhD) in Composition by Keele University in England, he was conductor of the Coral Canto da Boca, the Camerata Music Studio and the Children’s Choir Canto da Boca, UFPE. Participated as composer, arranger, conductor and music director of the CD “Child Sings for Children” – interpreted by the Children’s Choir Cantinho da Boca UFPE.

Capricho do João Teimoso (2013)
For solo Viola 2013

João Teimoso is a toy, a small doll, approximately 10 centimeters. It is done by hand, Styrofoam (polystyrene type) and a small piece of lead stuck to the base that keeps it standing. Hence its name, “stubborn.” As toy, the doll is thrown up, or driven sideways and, after rocking for a while, stays straight, standing. The work is a piece in one movement, for viola solo. It approaches from the translation and tradition of capriccio term, usually light, graceful and free-form. The character is intense and playful. It is fast, of virtuosic nature. As a whole, the piece develops from a close relation with the number 9 and hence to 3. Thus: A set of three musical phrases form a period. Each phrase contains three members, each member contains 3 sections (cells) of 3 notes each one. The notes come in a range of 12 sounds, formed by 3 regular tetrachords. The first includes the first 4 diatonic notes of a major scale, the second is a transposition a 5th just above. The 4th note, as amended upwards, avoids repetition of the first. The third is formed by the remaining notes all changed upwardly.
Ex.

C D E F G A B C# D# F# G# A#

Every sentence ends with agogic change (ritenuto) and restarts indicating a tempo, made freely, a piacere. The dynamic is also systematic, but not serial. This form continues for over two periods and complete a section, the First Act. The next two sections, respectively Second and Third Acts, being the Second of strong contrasts of tempo (Lento) and texture; and the Third marked by the return live character and the same texture of the First. Regarding the form, both (Acts 2 and 3) follow the same formal organization of the preceding Act 1. (NA)

Marcilio Onofre
Natural of Paraiba, studied composition with Eli-Eri Moura, who also guided his masters. With scholarship of the Mozar-teum Brasileiro studied at the Akademia Muzyczna, Krakowie, with Krzysztof Penderecki receiving his “Artist Diploma”. He is professor and member of the UFPB COMPOMUS / UFPB. Awarded in composition competitions, participates in festivals such as Académie Internationale de Musique et de Danse Du Domaine Forget (Canada), the Biennial of Contemporary Brazilian Music. His works are performed by ensembles such as the Open Camerata, the Sonantis Group, the Arditti String Quartet and the Nouvel Ensemble Moderne.

Partita – L’Ingénu for solo viola (to Rafael Altino)
“Partita – L’Ingénu” was written between 2012 and 2013. The work had as its starting point the rich timbre universe of singing the “rabequeiro” José Oliveira, the “Blind Oliveira.” Such elements were transfigured, exaggerated and enlarged in order to implement a musical discourse built upon the notion of composed melody. Based on this principle, notes or sounds that share certain proximity or similarity, particularly in the registration parameters, timbre or rhythm, tend to be perceived as “a whole,” a Gestalt. We use this principle to build the different layers of the piece. We try to create in every movement its identity. Nevertheless, they all end with a small part in harmonics. These parts work as a kind of “rhyme,” often used by “repentistas.” In the last movement, which is entitled “Postlude,” the harmonics are used as an offshoot of the small parts used in previous movements, thus closing a cycle. (MO)’

Ficha Técnica

Diretor Artístico/Artistic Director
Rafael Garcia

Produtor/Recording producer
Preben Iwan

Edição, Mixagem e Masterização/
Editing, mix and mastering
Preben Iwan

Gravado na Sala de Concerto de Odense/
Recorded in Odense Koncerthus February 2014/
Dinamarca/Denmark

Recorded in 88.2 kHz/32bit
Microphone main array: 3x DPA 4006TL
Pyramix DAW system with Tango Controller.
Monitored on B&W 802 Diamond speakers

Projeto gráfico/Design and Art direction
Marcelo Garcia

Fotos/Photographs
Carolina Bittencourt