GRUPOS DE CORDAS E FLAUTAS PARTICIPAM DA 12ª EDIÇÃO DO VIRTUOSI BRASIL

Seção: Programação
GRUPOS DE CORDAS E FLAUTAS PARTICIPAM DA 12ª EDIÇÃO DO VIRTUOSI BRASIL

Quinte-Essentia
O Ministério da Cultura e BNDES apresentam o XII VIRTUOSI BRASIL. O festival que chega a sua décima segunda edição vem investindo na divulgação do trabalho de intérpretes e compositores da música nacional de concerto. Neste ano, o evento acontece entre os dias 13 e 15 de agosto na Ordem Terceira de São Francisco do Recife no bairro de São José.

Os destaques da programação da 12ª edição do VIRTUOSI BRASIL são o Quarteto de Cordas Eli-Eri, Quintal Brasileiro (quinteto de cordas) e o Quinta Essentia (quarteto de flautas doces). Todos os concertos são gratuitos e começam às 19h.

O XII VIRTUOSI BRASIL oferece ao público uma variedade de apresentações com a execução única de obras de compositores brasileiros tais como Eli-Eri Moura, Ney Vasconcelos, Liduino Pitombeira, Guinga, Jacob do Bandolim, Luiz Amato, André Mehmari e Edmundo Villani Cortes, além de peças de compositores estrangeiros como Johann Sebastian Bach, Béla Bartok, Haydn e Dvorak.

Atrações – A abertura do festival acontece no dia 13 de agosto, sob a responsabilidade do Quarteto Eli-Eri, grupo formado por jovens músicos que vem se destacando no cenário musical brasileiro. A sua formação se deu no ano passado, mas mesmo com pouco tempo de vida já desenvolve uma agenda de concertos bastante interessante.

O Quarteto Eli-Eri se apresentou no X Festival de Música de Santa Catarina – FEMUSC; na série Domingos de Câmara que acontece na Universidade Federal da Paraíba; e mais recentemente foi o quarteto residente da IV Semana Internacional da Música de Câmara do Rio de Janeiro tendo aulas com o Arianna String Quartet. Sua formação conta com os violinistas Rodrigo Eloy e Thiago Formiga, o violista Ramon Feitosa e o Violoncelista Leonardo Semensatto.

No dia 14, o destaque é o Quintal Brasileiro, quinteto de cordas criado em 2002 que tem como proposta uma maneira de tocar em que se diluem as fronteiras entre a música instrumental brasileira e a música erudita. O Quintal Brasileiro alia a espontaneidade e o prazer de tocar do músico popular ao rigor técnico e virtuosidade do músico erudito. A natureza do trabalho está implícita no nome “Quintal”, que remete à ideia de um espaço prazeroso para experiências musicais criativas.

Seus integrantes trabalham em orquestras e universidades em posição de destaque e decidiram se dedicar a este trabalho inédito, interpretando um repertório diferenciado e inovador, dentro desse espírito de pesquisa. É formado pelos violinistas Luiz Amato e Esdras Rodrigues, violista Emerson De Biaggio, cellista Adriana Holtz e contrabaixista Ney Vasconcelos.

A programação do Virtuosi Brasil segue no dia 15 com a participação do Quinta Essentia Quarteto. Completando 10 anos de história em 2016, o Quinta Essentia Quarteto é o principal representante da flauta doce no Brasil e um dos mais importantes grupos de música de câmara da atualidade. De uma maneira eclética e muito musical, o Quinta Essentia apresenta a versatilidade da flauta barroca, e da sua família de instrumentos, em diferentes cenários musicais.

Essa formação musical inusitada e independente revela para os mais diferentes públicos que a flauta doce é um instrumento musical encantador. Em sua carreira internacional, o grupo já realizou concertos em eventos importantes como a abertura do Prêmio Francesco Maria Ruspoli de música barroca na Itália, o Festival Internacional de Música Renascentista y Barroca Americana na Bolívia, e o Festival Les Festes Baroques en Terre des Graves et du Sauternais em Bordeaux na França.

Master Classes – O XII VIRTUOSI BRASIL oferece duas Master Classes nos dias 14 e 15 de agosto respectivamente com os grupos Quintal Brasileiro e Quinta Essentia Quarteto. As Master Classes acontecem na Ordem Terceira de São Francisco do Recife às 14h30. Mais informações podem ser obtidas através do telefone (81) 3363-0138 e pelo site www.virtuosi.com.br. O XII VIRTUOSI BRASIL conta com o patrocínio do BNDES e do Governo Federal através da Lei Rouanet e apoio da CEPE.

PROGRAMA

13|08

19h QUARTETO ELI-ERI

ELI-ERI MOURA [1963]

Transubstancial

JOSEPH HAYDN [1732-1809]

Quarteto No. 1 Op. 33 em Si menor

ANTONIN DVORAK [1841-1904]

Quarteto No. 12 Op. 96 em Fa maior “Americano”

RODRIGO ELOY, violino
THIAGO FORMIGA, violin
RAMON FEITOSA, viola
LEONARDO SEMENSATTO, cello

14|08

19h QUINTAL BRASILEIRO

NEY VASCONCELOS

Baião para Cordas

LIDUÍNO PITOMBEIRA

Paisagens Brasileiras nº 6

Ponteio

GUINGA

Nítido e Obscuro (Arr: Paulo Sérgio Santos e Luiz Amato)

BÉLA BARTÓK

M153 (Arr: Luiz Amato)

JACOB DO BANDOLIM

Assanhado (Arr: Luiz Amato)

ERNESTO NAZARETH

Apanhei-te Cavaquinho (Arr: Luiz Amato)

GAROTO

Desvairada (Arr: Luiz Amato)

JACOB DO BANDOLIM

Noites Cariocas (Arr Newton Carneiro)

LUIZ AMATO

Amolafaca

ANDRÉ MEHMARI

Música Noturna e Aurora

EDMUNDO VILLANI CORTES

Choro Patético

HEITOR VILLA-LOBOS

Embolada (Arr: Luiz Amato)

LUIZ AMATO, violino
ESDRAS RODRIGUES, violino
EMERSON DE BIAGGI, viola
ADRIANA HOLTZ, cello
NEY VASCONCELOS, contrabaixo

15|08

19h QUINTA ESSENTIA QUARTETO

JOHANN SEBASTIAN BACH (1685 – 1750)

A Arte da Fuga – BWV 1080

FELIPE ARAÚJO
GUSTAVO DE FRANCISCO
FERNANDA DE CASTRO
RENATA PEREIRA

DIREÇÃO ARTÍSTICA: RAFAEL GARCIA
COORDENAÇÃO GERAL: ANA LÚCIA ALTINO
PRODUÇÃO: CODA
ASSESSORIA DE IMPRENSA:
ANA GARCIA
CRIAÇÃO GRÁFICA: VANESSA NEUBER

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GALERIA: XI Virtuosi Brasil – 1º dia

Seção: Multimídia
GALERIA: XI Virtuosi Brasil – 1º dia


Fotos: Flora Pimentel

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GRUPO ANIMA LEVA MAGIA AO SEGUNDO DIA DO VII VIRTUOSI BRASIL

Seção: Notícias

Reflexões sobre a interpretação e memória musical brasileira norteiam as idéias do Grupo Anima, atração escalada para o segundo dia do VII VIRTUOSI BRASIL, no Centro Cultural dos Correios, às 19h. Produzido pelo Maestro Rafael Garcia e pela pianista Ana Lúcia Altino, a sétima edição do festival é gratuita e presta homenagens à Almeida Prado, compositor brasileiro falecido no ano passado.

O Grupo Anima Musica Mundi et Instrumentalis chega ao Recife com o espetáculo “Donzela Guerreira – encontro entre anima e animus”. O espetáculo está dividido em três atos: O Tempo Mítico (Anima), O Sangue Fecunda a Terra (Animus) e A Revelação e o Encontro (Animus e Anima).

Formado há 20 anos, em cima dos princípios interpretativos que norteiam até hoje o grupo e foram ampliados e transformados através das múltiplas formações pelas quais passou desde então. A partir de 1991, a rabeca brasileira assumiu papel central na formação do ANIMA, através do músico, compositor e pesquisador José Eduardo Gramani.

Atualmente o grupo é composto por Gisela Nogueira (viola de arame), Luiz Fiaminghi (rabecas brasileiras e vielle), Marília Vargas (soprano), Marlui Miranda (voz e percussão), Paulo Dias (percussão), Silvia Ricardino (harpa medieval), Valeria Bittar (flautas doce históricas e flautas indígenas brasileiras).

O VII VIRTUOSI continua até o próximo domingo, 15 de maio, com Leonardo Altino e Orquestra Jovem de Pernambuco.

SERVIÇO:
ONDE:
CENTRO CULTURAL CORREIOS RECIFE (Av. Marques de Olinda, 262, Recife Antigo)
QUANDO: 12 a 15 de maio
ENTRADA FRANCA
Mais informações:
www.virtuosi.com / 81 33630138

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RADEGUNDIS FEITOSA NUNES

Seção: Artistas, Notícias
RADEGUNDIS FEITOSA NUNES
Radegundis durante o VI Virtuosi Brasil

Radegundis durante o VI Virtuosi Brasil

A noticia da trágica morte de Radegundis deixou o mundo musical triste, perplexo e chocado. Perdemos um dos poucos gênios humanos e musicais que tivemos o privilégio de compartilhar. Considerado como um dos maiores trombonistas do país, hoje estaria embarcando para participar do Festival de Inverno de Campos do Jordão.

Primeiro Doutor em Trombone do país, era um grande batalhador e divulgador da música brasileira. Percorrendo o mundo com o Quinteto Brassil, do qual era líder e inspirador há mais de 20 anos, deixou inúmeras gravações inclusive com o selo Nimbus de Londres.

O Brasil perde um grande músico, um grande artista, uma grande pessoa. Sempre muito positivo, otimista e tratando de colocar no caminho certo as ovelhas perdidas, tinha uma honestidade e ética na sua profissão que certamente servirá como exemplo a ser seguido por todos nós.

Conhecemos Radego, como era chamado na intimidade, quando chegou de Itaporanga para fazer teste para ingresso no Departamento de Música da UFPB, antes dos anos 80. Foi um aluno brilhante do professor francês Jacques Ghestem e em curto periodo de tempo o substituiu, tanto na Orquestra Sinfônica da Paraíba como no Departamento de Música. Aí começava sua carreira como grande professor, passando a ser requisitado por todos cantos desse enorme país, de Manaus a Porto Alegre.

Dedicado ao extremo ao seu instrumento, era normal ver este artista com seu bocal em qualquer lugar da cidade como fila de banco, fila de cinema, dentro da piscina, entre outros.

Em um momento crítico da cultura musical no nordeste, Radegundis foi um dos líderes do movimento de criação da Orquestra Filarmônica Norte/Nordeste. Esse foi um grito de desespero de nossa comunidade musical ante a incapacidade ou falta de sensibilidade dos governantes com a classe artística. Trabalhamos juntos durante um ano sem ninguém receber um tostão com o intuito de mostrar a importância da música clássica. Obviamente isto marcou demais a raça desde nordestino que dava o seu sangue para ter a bandeira da música no topo com brilho, honestidade e trabalho.

Ficamos felizes quando ele ganhou a bolsa de estudos para a Juilliard School, onde foi um aluno excepcional e quando todos nós pensávamos que ficaria na terra do Tio Sam ou voltaria para São Paulo. Eis que ele volta, sob nossos protestos, para o Nordeste, onde o calor da terrinha e o florescer dos cajus pediam seu retorno.

Radego deixa seu legado através de seus alunos e de sua brilhantes master classes que, com seu carisma, eram leves e promissoras, ambiente que ele costumava criar ao seu redor.

Radegundis era participante assíduo do Virtuosi. Não se poderia pensar em um naipe de trombones sem sua presença no comando. Mas humilde como sempre foi, quando havia artistas convidados do exterior, cedia a primeira posição e estava ali pronto para colaborar da melhor forma possível.

Sua última participação no Virtuosi foi no dia 22 de maio deste ano, quando o Quinteto Brassil se apresentou no VI VIRTUOSI BRASIL, realizado no Centro Cultural Correios. Uma apresentação que conseguiu cativar a platéia de tal forma que levou o jornalista a publicar no seu twitter ““O clima de entrosamento e camaradagem do Quinteto estende-se tão bem à platéia que todos saem rindo da apresentação””.

Sua morte é uma perda irreparável e com estas curtas frases queremos ser solidários com sua família, tendo a certeza de que o exemplo por ele deixado não será em vão.

Nosso carinho, nosso amor estará sempre com você e gostaríamos de compartilhar com todos uma foto que resume quem foi você, Radego, nosso amigo.

(Por Ana Lúcia Altino e Rafael Garcia)

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CLIPPING: Jornal do Commercio (24/05/2010)

Seção: Clipping, Notícias

Virtuosi entusiasma fãs da música erudita

Marina Andrade
José Teles

A segunda noite do VI Virtuosi Brasil, no Centro Cultural Correios, ficou marcada pelo peso dos metais do Quinteto Brassil e Percussão. Formado por Ayrton Benck e Gláucio Fonseca nos trompetes, Cisneiro Andrade na trompa, Radegundis Feitosa no trombone, Valmir Vieira na tuba e Glauco Andrezza na percussão, o grupo de músicos da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e da Orquestra Sinfônica da Paraíba (OSPB) veio mostrar uma apresentação diversificada, passeando não só por música erudita, mas também por compositores populares nordestinos, resultado de pesquisas de repertório da música brasileira para metais e percussões.

“Há 30 anos, não existia partitura para quintetos de metais. Hoje nós temos um repertório único, que traz muitas composições de autores pernambucanos, como o maestro Duda, Dimas Sedícias, Flávio Lima”, explica Ayrton. Com pouco mais de uma hora de duração, o concerto teve início com Aquarela do Brasil, de Ary Barroso, com arranjos do maestro Duda.

Entre peças de Bach, Beethoven e Villa-Lobos, o Quinteto Brassil apresentou a peça Música para uma avenida, do compositor paulista Djalma Melin, que busca descrever tudo o que ocorre na Avenida Paulista, não só levando em conta o barulho diurno da metrópole, mas também a agitação cultural noturna. A certa altura da noite, a potência de metais foi tanta que assustou um bebê, fazendo-o cair no choro no colo da mãe. Mas o susto não foi por falta de avisos, já que, logo no início da apresentação, os instrumentistas informaram que não iam economizar no som.

De volta a Pernambuco, o grupo apresentou o Concertino para trompete, escrito pelo maestro Duda há cerca de 20 anos e considerada pelo grupo uma obra-prima. Parece que o público concordou, já que explodiu em aplausos logo após o primeiro movimento, sem esperar pelos dois seguintes. Summertime, composição de George Gershwin, também foi destaque na noite, que ainda contou com a peça Suíte, de Dimas Sedícias, e a seleção Gonzaguiando, também arranjada pelo maestro Duda, para quem o grupo rendeu elogios durante todo o concerto, que foi encerrado ao som de frevo.

Para a estudante de música Maria Eduarda Ramos, que saiu satisfeita do Centro Cultural dos Correios, a oportunidade de assistir a três dias de concertos gratuitos é maravilhosa. O Quinteto Brassil e Percussão se apresenta no próximo domingo, na Igreja da Sé, em Olinda, às 17h, dentro da programação do Circuito das Igrejas.

ESTREIA

Sexta-feira, em plena hora do happy hour, um salão lotado por pessoas que foram assistir a um concerto de música erudita. Trocar a cerveja e a música popular por Bach ou Bela Bartok? Isto aconteceu na estreia do VI Virtuosi Brasil. O evento foi aberto com a Orquestra Jovem de Pernambuco (Ojope), que vem aperfeiçoando cada vez mais sua performance, pelos ensaios e apresentações frequentes, o que não é muito comum para uma orquestra do gênero em Pernambuco.

O maestro chileno Rafael Garcia, produtor do evento, e regente da Ojope, é também, ele próprio um espetáculo à parte, com seu sotaque carregado e as constantes queixas ao pouco caso que se tem no Recife pela música erudita, e das dificuldades que se carregam para realizar eventos como o Virtuosi. O salão tem boa acústica, isto é constatado na primeira peça da noite, o Concerto em sol de Brandemburgo nº3 em sol maior, de Bach, uma das composições mais conhecidas do gênio alemão. Executada pela orquestra com competência, e aplaudida de pé.

O solista convidado da noite foi o violinista Alessandro Borgomanero, spalla da sinfônica de Brasília, com um extenso currículo no Brasil e no exterior. Borgomanero ratificou o seu talento, primeiramente no Concerto em ré menor para violino e orquestra, de Mendelssohn, composição que poucas vezes frequenta repertório de concertos, pela execução difícil, que exige exatidão e emoção do solista. Já nas Danças romenas, com arranjos de cordas de Arthur Wilner, que o húngaro Bela Bartok compôs inspirado em temas folclóricos, animou mais a plateia, não se deve esquecer que muita gente veio direto do trabalho para o concerto.

Na Dança cigana de Sarasate, Alessandro Borgomanero entusiasmou, executando a peça com maestria. Impressionante a rapidez que alcançou nos solos. Não fazia demonstração de malabarismo, mas cumpria à risca o que a composição exigia. Pena que, acostumados a espetáculos que nunca começam na hora, várias pessoas chegaram no final do concerto. O Virtuosi Brasil, em sua sexta edição, terminou ontem com a apresentação do grupo paulista (de Campinas) Carcoarco.

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CLIPPING: Diario de Pernambuco (21/05/2010)

Seção: Clipping, Notícias

Popular e erudito em concerto

(Carolina Santos)

Música erudita não deve ser encarada como bicho-papão. Pode ser bela, vibrante, emocionar de fato. A popularização desse tipo de música é uma das bandeiras do festival Virtuosi Brasil, que chega neste ano à sua sexta edição, com apresentações hoje, amanhã e domingo.

A principal mudança é o endereço: o festival, patrocinado pelo governo de Pernambuco e Correios, deixa o Teatro Santa Isabel e passa a ocupar uma sala com espaço para 300 pessoas no Centro Cultural dos Correios, no Bairro do Recife. A entrada é gratuita, mas é preciso pegar o ingresso na bilheteria com uma hora de antecedência.

Hoje, o Virtuosi recebe a Orquestra Jovem de Pernambuco para um repertório romântico, com a participação do violinista Alessandro Borgomanero (foto), atual spalla (principal violinista) da Orquestra Sinfônica de Brasília. A abertura é com o Concerto de Brandemburgo em sol maior, de Bach. “É uma peça difícil, que exige muito das violas, celos e violinos”, comenta o maestro Rafael Garcia, responsável pela orquestra, que reúne jovens de baixa renda, e pelo festival Virtuosi.

Burgomanero, que estudou música na Itália e na Alemanha, vai participar no Concerto em ré menor para violino, de Mendelssohn, e nas Árias ciganas, do compositor espanhol Pablo Sarasate. “São duas peças altamente românticas e brilhantes. Têm melodias muito bonitas e acessíveis. A peça de Sarasate, por exemplo, faz com que o violino imite a música tradicional cigana”, explica Burgomanero. Além da beleza sonora, as peças de Mendelsshon têm movimentos bastante rápidos, vibrantes, capazes de empolgar o público. “É uma obra que exige virtuosismo”, resume o violinista.

No sábado, é a vez do Quinteto Brassil e Percussão, formado por professores da Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Com 20 anos ininterruptos de atividade, o grupo é composto por instrumentos de metal (dois trompetes, tuba, trombone e trompa) e percussão brasileira. O repertório traz composições de Villa-Lobos (Bachiannas número 5), Ary Barroso (Aquarela do Brasil) e Luiz Gonzaga. O último dia dofestival conta com a participação de um grupo bem interessante, o Carcoarco, de Campinas (SP). Para tocar composições folclóricas e populares, eles usam instrumentos confeccionados pelos próprios músicos, como rabecas e vasos de cerâmica. Além dos concertos às 19h, hoje e amanhã o público também pode conferir ensaios abertos, sempre às 16h. Mais informações: www.virtuosi.com e 3363-0138.

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CLIPPING: Jornal do Commercio (21/05/2010)

Seção: Clipping, Notícias

Virtuosi Brasil em novo endereço

José Teles

Quando chegou ao Recife, em 1970, o maestro chileno Rafael Garcia lembra que a recém-inaugurada TV Universitária estava programa para ser um centro mundial de boa música: “Hoje a gente produz um evento como o Virtuosi com muito suor e lágrimas”, compara, com sua exacerbação bem conhecida. O Virtuosi é literalmente um evento plural. Tem o Virtuosi na Serra (durante o Festival de Inverno em Garanhuns), o Virtuosi Gravatá, o Virtuosi Internacional (no Recife e em Olinda) e o Virtuosi Brasil, que acontece de hoje até domingo, este ano no Centro Cultural dos Correios, (no Bairro do Recife), com entrada gratuita.

“O Virtuosi Internacional é conhecido até no exterior, mas o Virtuosi Brasil leva tanta gente quanto ele aos concertos, penso que pelo repertório que atrai os jovens”, comenta o maestro.

Pela primeira vez o Virtuosi Brasil não será realizado no Teatro de Santa Isabel. “Ganhamos uma seleção pública do Centro Cultural dos Correios, e este ano o festival acontece lá. Mas só tenho a agradecer à diretoria do Santa Isabel, que sempre nos deu toda atenção. Agora o local dos concertos este ano tem uma acústica maravilhosa, um salão que cabe umas 400 pessoas, muito bom mesmo”, continua Garcia, que apesar das dificuldades nos patrocínios tem trazido a cada ano grandes solistas para o Virtuosi.

Hoje, um desses solistas é o convidado da Orquestra Jovem de Pernambuco, regida pelo próprio Rafael Garcia. É o violinista Alessandro Borgomanero, spalla da Orquestra Sinfônica de Brasília, mestre pela Escola Mozarteum de Salzburg. No repertório do concerto estão as peças Concerto de Brandemburgo de Bach, o Concerto em Ré Menor Para Violino e Orquestra de Mendelssohn, as Danças Romenas de Bela Bartok e as Árias Ciganas de Sarasate.

O maestro chama especial atenção para a peça de Mendelssohn. “Ele foi composto para orquestra de câmera, e é de execução difícil. Mas ficou muito bom a com a nossa orquestra, que é a única de Pernambuco que ensaia o ano inteiro e apenas para eventos. Também é a única que traz solistas internacionais”, elogia o maestro. “Muitos solistas vêm pelo prazer de tocar no Virtuosi, diminuem o cachê, porque se você quer trazer um nome como Nelson Freire, o patrocinador acha que o cachê que ele cobra é alto. A música popular é o que mais se divulga. Até nas festividades religiosas os artistas populares têm palco. Acho que está em dissonância com o tempo, a maioria é caça-níquel. Com um cachê bem menor do que se paga a alguns destes artistas você contrata um grande mestre. Mas não me cabe dizer quem deve ou não ser contratado”, comenta Rafael Garcia.

ATRAÇÕES

A Orquestra Jovem de Pernambuco, que abre a série de concertos do VI Virtuosi Brasil, foi criada em 1986, passou alguns anos desativada e voltou á cena em 2005, para o projeto A Fábrica de Música, promovido pelo Maestro Rafael Garcia. Formada por músicos bastante jovens, a Ojope é hoje a orquestra mais atuante do Estado. Participou de vários concertos pelo País, em 2008, pelo programa Petrobras Cultural e levou música erudita a dez cidades pernambucanas.

O solista Alessandro Borgomanero, tem um currículo invejável, professor da Universidade Federal de Goiás, já apresentou ao redor do mundo. Como solista, tocou em diversas orquestras, entre as quais, a de Budapeste, a Salzburg Chamber Soloists, Philadelphia Virtuosi, London Mozart Players, com os Virtuosos e a Sinfônica de Salzburgo, Bachiana Filarmônica e com a maioria das orquestras sinfônicas brasileiras. Borgomanero tem discos lançados pelos selos Kreuzberg Records (Alemanha), Nami Records (Japão) e Classic Sound (Áustria).

Formado por professores do Departamento de Música da UFPB e da Orquestra Sinfônica da Paraíba, o Quinteto Brassil existe há mais de 25 anos e desenvolve um original trabalho com música brasileira, folclórica e erudita, com apresentações nos principais centros musicais do Brasil e no exterior. Realizou, com diversos concertos realizados nos EUA e países da Europa. Seu discos têm recebido críticas elogiosas nas publicações especializadas, nacionais e estrangeiras. O quinteto já gravou programas na BBC de Londres e na WGBH, de Boston. Tem os CDs Brassil toca Brasil (1992), lançado na Inglaterra como Brassil plays Brazil, pela Nimbus Records (1995). Pelo mesmo selo lançou, em 1997, o disco Brassileiros.

O grupo paulista Carcoarco estreita ainda os laços entre o popular e o erudito com um trabalho baseado na obra do músico e pesquisador José Eduardo Gramani (1944-1998). “Acho que o músico que faz bem o erudito, faz muito bem o popular. E o Carcoarco, não faz apenas música, mas constrói também instrumentos. Em sua apresentação o grupo faz uma fusão de ritmos brasileiros, indo do baião ao frevo, e o chorinho, com roupagem de música de câmara tradicional, uma inteligente união da rabeca com o violino”, diz Rafael Garcia.

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CLIPPING: Folha de Pernambuco (21/05/2010)

Seção: Notícias

Espaço para música erudita

O Virtuosi virou, praticamente, uma “grife” quando se trata de pensar a difusão e divulgação da música erudita pelas terras pernambucanas. Começando primeiro pelo festival homônimo, posteriormente surgiam derivações como o Virtuosi na Serra, durante o Festival de Inverno de Garanhuns, e Virtuosi Brasil, cuja 6ª edição acontece durante todo o fim de semana, com início hoje e patrocínio do Centro Cultural Correios.

Quem abre o evento é a Orquestra Jovem de Pernambuco, que tem como convidado o spalla (primeiro violinista) da Orquestra Sinfônica de Brasília, Alessandro Borgomanero. No programa, estão previstos o Concerto de Brandemburgo de Bach, o Concerto em Ré Menor Para Violino e Orquestra de Mendelssohn, as Danças Romenas de Bela Bartok e as Árias Ciganas de Sarasate. Amanhã, a atração é o Quinteto Brassil, de João Pessoa, que dá atenção ao repertório brasileiro, com ênfase nos metais e percussão. Já no domingo, é a vez do Carcoarco, de Campinas, que valoriza instrumentos da cultura popular brasileira, trazendo a fusão da “erudita” família do violino com a popular rabeca, ambos combinados com percussão.

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CLIPPING: JC OnLine (21/05/2010)

Seção: Clipping

Virtuosi consolida espaço para a música de concerto

A idéia era tornar a música de concerto brasileira, numa mesclagem entre erudito e popular, acessível a uma platéia carente de eventos do tipo na cidade. A vontade se tornou realidade e o projeto conseguiu seu lugar levando gratuitamente ao público audições de qualidade. Assim, o Virtuosi Brasil chega ao seu sexto ano de existência. A edição 2010 acontece desta sexta a domingo (23) no Centro Cultural Correios.

O maestro Rafael Garcia, idealizador do evento, abre a programação regendo Orquestra Jovem de Pernambuco na execução de repertório baseado em obras de Luiz Gonzaga, Pixinguinha, Ary Barroso e Villa-Lobos, entre outros.

A programação apresenta ainda como convidados o violinista Alessandro Borgomanero (atual spalla da Orquestra Sinfônica de Brasília), o paraibano Quinteto Brassil e Percussão (dedicado à pesquisa de composições brasileiras para metais e percussão) e o Grupo Carcoarco, que combina ritmos populares à linguagem tradicional da música de câmara.

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VI VIRTUOSI BRASIL: Atrações

Seção: Artistas, Programação
VI VIRTUOSI BRASIL: Atrações
Orquestra Jovem de Pernambuco

Orquestra Jovem de Pernambuco

ORQUESTRA JOVEM DE PERNAMBUCO

Criada em 1986 foi reativada em 2005 durante a realização do projeto A Fábrica de Música pelo Maestro Rafael Garcia. Durante o ano de 2005 a OJOPE realizou mais de 40 concertos através do SESC-PE, do FUNCULTURA e do Sistema de Incentivo da Prefeitura Municipal de Recife.

Participou do VIRTUOSI BRASIL realizado em 2005 no Teatro de Santa Isabel assim como do projeto VIRTUOSI NA SERRA realizado durante o XV e XVI Festivais de Inverno de Garanhuns sendo destaque da programação de 2006. Em 2008 realizou concertos através do programa Petrobras cultural levando a música clássica a 10 cidades da região metropolitana do Recife. Não resta dúvida que a orquestra apesar de tão jovem é destaque no cenário musical pernambucano.

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