V Virtuosi Brasil

Seção: Notícias

A quinta edição do VIRTUOSI BRASIL celebra o grande compositor pernambucano MARLOS NOBRE, um dos mais importantes compositores do país e da América Latina, comemorando 70 anos do seu nascimento e 50 de carreira artística. O festival se realizará nos dias 28, 29 e 30 de maio no Teatro de Santa Isabel, às 21 h.

Ao receber o Premio Tomás Luis de Victoria em Madri, Marlos Nobre foi saudado como o maior compositor vivo do Continente Ibero-americano da atualidade. Na entrega do prêmio a crítica espanhola classificou sua música de enorme riqueza imaginativa e potente, possuindo um magnetismo e uma força que a fazem irresistível. Detentor do Prêmio UNESCO da Música em 1974, foi saudado pela crítica como uma estrela de intensa luminosidade a quem Villa-Lobos parece ter entregue o cetro da criação musical no Brasil (Andrade Muricy, 1960). Foi Presidente do Conselho Internacional de Música da UNESCO, da Academia Brasileira de Música, oficial da Ordem das Artes e Letras da França, oficial da Ordem do Mérito de Brasília e da Ordem do Rio Branco.

Durante o V VIRTUOSI BRASIL serão realizados três concertos com a participação de artistas nacionais e internacionais no Teatro de Santa Isabel, cada concerto dedicado a um gênero de obra do compositor: piano, música vocal e de câmara e finalmente a obra para orquestra de cordas e solistas.

Para abrir o evento foi convidado o pianista carioca Bernardo Scarambone, um especialista na música do compositor para piano. Bernardo Scarambone é Doutor em Piano pela Universidade de Houston, professor da Alcorn University.

Na segunda noite o público pernambucano conhecerá a música vocal e a música de câmara. A cantora Ângela Barra acompanhada do pianista Ricardo Ballestero apresentará canções do compositor. Ângela Barra é Doutora em Música pela Indiana University e professora da Universidade Federal de Goiás. Ricardo Ballestero é professor do Departamento de Música da USP e doutor pela Universidade de Michigan. Ainda nesta noite serão apresentadas obras para instrumentos de cordas e piano com a participação dos irmãos Claudio e Marcelo Jaffé (violoncelista e violista respectivamente) e a violinista argentina Betina Stegmann.

Claudio Jaffé participa do VIRTUOSI pela primeira vez. Residindo nos Estados Unidos onde é regente em residência da Orquestra Jovem da Flórida, Claudio Jaffé tem se apresentado nas mais prestigiosas salas de concerto pelo mundo incluindo Weill Recital Hall, Town Hall, Merkin Concert Hall em Nova York; Kennedy Center, Teatro Colon, Sala Cecilia Meireles, Wigmore Hall, Suntory Hall, entre outras. Marcelo Jaffé e Betina Stegmann são membros do Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo.

A terceira e última noite do evento traz a Orquestra Jovem de Pernambuco sob a direção do Maestro Rafael Garcia tendo como solistas a cantora Ângela Barra, o violoncelista Claudio Jaffé e o pianista Marlos Nobre que executará o Concertino e o Concertante do Imaginário, ambas obras para piano e orquestra de cordas.

Durante a realização do festival uma exposição retrospectiva dos 50 anos de carreira do compositor estará à disposição do público no próprio Teatro de Santa Isabel.

Celebrar os 70 anos de vida do compositor pernambucano Marlos Nobre é certamente uma obrigação daqueles que fazem e amam a música brasileira. A obra de Marlos Nobre é uma das mais fortes e inventivas, inquietas e inquietantes da música contemporânea. Marcada por um vigor e até uma agressividade de impacto emocional às vezes à beira do insuportável, ela tem cheiro de agreste inóspito que fala com elementos bem brasileiros, ou especificamente nordestinos., de uma época conturbada.

O Projeto V VIRTUOSI BRASIL CELEBRA MARLOS NOBRE foi aprovado em seleção pública pelo Programa BNB de Cultura em 2009 e conta com o apoio do Governo do Estado de Pernambuco, da Prefeitura Municipal do Recife, da Rede Globo Nordeste, do Diario de Pernambuco e do Dorisol Recife Grand Hotel.

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Virtuosi Brasil: Marlos Nobre

Seção: Programação

Nasceu em Recife em 1939, formou-se em composição musical no Instituto Torcuato Di Tella em Buenos Aires com os grandes mestres Alberto Ginastera (Argentina), Olivier Messiaen (França), Ricardo Malipiero e Luigi Dallapiccola (Itália). Vencedor de 25 prêmios internacionais de composição musical, destacando-se o Prêmio UNESCO em 1974 e recentemente o Premio Tomás Luis de Victoria 2006, como o maior compositor contemporâneo da Iberoamérica.

Escreveu 240 obras até o presente, gravadas e difundidas mundialmente pelas grandes orquestras mundiais, como a Orchestre de la Suisse Romande, a Royal Philharmonic de Londres, a Orchestre de Paris, a Orquestra da Ópera de Nice. Sua obra está gravada atualmente em 57 CDs lançados em todo o mundo. Foi Diretor Musical da Radio MEC, Rio de Janeiro; Diretor do programa “Concertos para a Juventude” na Rede Globo; 1º Diretor do Instituto Nacional de Música da FUNARTE no qual lançou o programa Espiral de Ensino de Cordas a jovens carentes em convênio com o SESI em todo Nordeste do Brasil; o programa de Revitalização de Bandas em todo o Brasil; o programa de apôio aos jovens instrumentistas brasileiros; os Concursos Nacionais de Corais Universitários; de Bandas de Música; de Jovens Solistas; organizou os Concursos Nacionais de Jovens Compositores na FUNARTE. Foi eleito por aclamação, em 1985, Presidente do Conselho Internacional de Música da UNESCO e organizou em Brasília em 1987 o Dia Mundial da Música. É Oficial da Ordem das Letras e Artes da França; Oficial da Ordem Rio Branco; Grande Oficial da Ordem do Mérito de Brasília; professor convidado das Universidades de Yale, Juilliard School, Indiana, Texas nos Estados Unidos, Conservatório Real de Bruxelas na Bélgica, GAUDEAMUS na Holanda, tendo recebido as mais altas láureas concedidas pelas Universidade de Indiana, Texas e da Universidade de Arte de La Habana, em Cuba.

É membro de honra do Concurso Rubinstein em Israel, do Concurso Santander na Espanha e do Comitê das Artes Olímpicas em Paris, do Concurso Internacional Santander da Espanha e do Concurso Alberto Ginastera na Suíça. A crítica e musicólogos internacionais são unânimes ao considerarem Marlos Nobre como a legítima expressão da música contemporânea do Brasil. Entre suas obras destacam-se: Divertimento, Concerto Breve e Concertante do Imaginário (para piano e orquestra); Convergências, Mosaico, In Memoriam, Passacaglia e Kabbalah (para orquestra); IVº Ciclo Nordestino, Sonata Breve, Sonatina e Sonata sobre tema de Bartok (para piano); Yanomani (para coro e violão); Cantata do Chimborazo (para coro, solistas e orquestra); Ukrinmakrinkrin, O Canto Multiplicado, Canto a Garcia Lorca (para voz e instrumentos); Biosfera e Concerto para Cordas II (para orquestra de cordas); Momentos I a IV e Reminiscências para violão), a série de 40 Desafios para as mais diversas combinações instrumentais; o Trio para piano, violino e cello, o Quarteto de Cordas nº 1, o Quinteto de Sopros e suas recentes peças “Amazônia Ignota” para 4 flautas, percussão e piano e “Mandala” para violino clarinete e piano. Recebeu mais de 40 encomendas das mais importantes instituições culturais e musicais de todo o mundo.

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Virtuosi Brasil: Programação

Seção: Programação

28 | 05 A MÚSICA PARA PIANO

Nazarethiana Op. 2, 1960

1º Ciclo Nordestino, Opus 5 1960

Homenagem a Arthur Rubinstein, Op 40 1973

4º Ciclo Nordestino, Op 43 1977

II

Sonata Breve Op.21 1966/2000

Tango Op 61 1984

Sonatina Op. 66 1984/2003 (dedicada a Nelson Freire)

Frevo nº2 (dedicado a Ariano Suassuna)

BERNARDO SCARAMBONE, piano

29 | 05 A MÚSICA VOCAL & A MÚSICA DE CÂMARA

Três Trovas opus 6 – 1961 (Texto de Adhelmar Tavares)

Beiramar opus 21 1966 (Texto de Marlos Nobre baseado no folclore da Bahia)

Três Canções opus 9 1962 (Textos de: Ascenço Ferreira (n° 1) e Manuel Bandeira (n° 2 & n° 3)

Dengues da Mulata Desinteressada opus 20 1966 (Texto de Ribeiro Couto)

Poema V (Raio de Luz) opus 94 n°5 2002 (Texto de Marlos Nobre)

Modinha opus 23a 1966 (Texto de Marcos Konder Reis)

ÂNGELA BARRA, soprano

RICARDO BALLESTERO, piano

II

Cantoria I para cello solo

Partita Latina para cello e piano

CLAUDIO JAFFÉ, cello

RICARDO BALESTERO, piano

Trio para piano, violino e viola Op. 4

BETINA STEGMANN, violino

MARCELO JAFFÉ, viola

BERNARDO SCARAMBONE, piano

30 | 05 A MÚSICA PARA ORQUESTRA DE CÂMARA & SOLISTA

O Canto Multiplicado para voz e orquestra Op.38a

Texto de Carlos Drummond de Andrade

ÂNGELA BARRA, soprano

Concertino para piano e cordas Op. 1 (1959)

Menção Honrosa no I Concurso Nacional de Composição “Música e Músicos do Brasil” – Rádio MEC

MARLOS NOBRE, piano

II

Poema IIIa para violoncelo e cordas Op.94 nº 3a

Primeira audição mundial

CLAUDIO JAFFÉ, cello

Concertante do Imaginário para piano e cordas Op. 74

Encomenda da Sala Cecilia Meireles – Rio de Janeiro 1989

MARLOS NOBRE, piano

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