GALERIA: XI Virtuosi Brasil – 2º dia

Seção: Multimídia
GALERIA: XI Virtuosi Brasil – 2º dia


Fotos: Flora Pimentel

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COBERTURA: Strauss, Smetana e Schumann (e Kahn)

Seção: Programação
COBERTURA: Strauss, Smetana e Schumann (e Kahn)

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Por Josias Teófilo

O concerto da quinta-feita no Teatro de Santa Isabel – tradicional casa do Festival Virtuosi – foi consagrado à música de câmara romântica e pós-romântica.

O público foi recebido pelo violista Marcelo Jaffé – do Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo – que explicou com bom humor a biografia dos compositores, seus dramas pessoais e a circunstância da composição das obras apresentadas.

A primeira peça foi a Sonata para violoncelo e piano de op. 6 do compositor alemão Richard Strauss, tocada com vigor pelo violoncelista pernambucano Leonardo Altino e pelo pianista filipino Victor Asuncion. A obra de Strauss dialoga com a música romântica dos compositores Beethoven, Schumann (principalmente na unidade temática) e Mendelsohn (o finale é inspirado na Sinfonia Escocesa dele) de modo o universo da noite foi o romantismo do século XIX.

A peça seguinte foi o Trio para violoncelo e piano Op. 15 de Bedrich Smetana, obra profundamente dramática que Smetana escreveu para uma das filhas mortas quando ainda era criança. O trio foi tocado em toda sua profundidade por Yehezkel Yerushalmi, spalla da Orchestra del Maggio Fiorentino regida por Zubin Mehta, Leonardo Altino e Victor Asuncion, e foi bastante aplaudido.

Em seguida, foi tocada uma peça que não estava no programa de um compositor praticamente desconhecido no Brasil: um trio para violoncelo e piano de Robert Kahn, judeu perseguido pelos nazistas na Segunda Guerra Mundial.

Em seguida, veio a apoteose da noite, o Quinteto para piano e cordas em mi maior, uma das mais conhecidas e tocadas peças do repertório camerístico. O público parecia hipnotizado pela obra, tocada com delicadeza e profundidade. Notável era o entrosamento entre os músicos – fundamental para música de câmara – e a familiaridade que pareciam ter com a música.

 

 

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COBERTURA: Catalin Rotaru e Anastásia Zhivotovskaya – Conservatório Pernambucano de Musica  

Seção: Sem categoria
COBERTURA: Catalin Rotaru e Anastásia Zhivotovskaya – Conservatório Pernambucano de Musica   

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Por Josias Teófilo

No Recife, nesta quarta-feira, a grande atração foi o contrabaixista romeno Catalin Rotaru, professor da Escola de Música da Arizona State University, habitué do Festival Virtuosi há vários anos. Rotaru tocou com a pianista russa Anastásia Zhivotovskaya especialmente obras transcritas para contrabaixo, originalmente compostas para violino e violoncelo – a única obra composta para contrabaixo foi “El Choclo”, um tango de Andres Martin.

O auditório do Conservatório Pernambucano de Música estava completamente lotado, em parte por estudantes do contrabaixo. O músico João Campelo, contrabaixista da Orquestra Sinfônica do Recife, estava na platéia. Para ele, Catalin é um dos maiores contrabaixistas do mundo e o compara ao maestro alemão Carlos Kleiber (uma lenda viva da regência): “Catalin está para o contrabaixo assim como Carlos Kleiber está para a batuta”.

Ficou evidente o domínio técnico e o virtuosismo de Rotaru nas peças de Gabriel Fauré, Cesar Frank e Astor Piazzolla. A pianista tocou três peças solo que demandam grande rapidez e habilidade técnica: a transcrição de Franz Liszt sobre A morte de Isolda da ópera Tristão e Isolda, de Richard Wagner, a Sonata em ré menor de Domenico Scarlatti, e o Etude no. 6 de Franz Liszt (inspirado nos caprichos de Paganini).

A peça final e mais aplaudida foi Le grand tango, de Astor Piazzolla, originalmente composta para violoncelo. Como bis, foi tocada outra peça de Piazzolla, a sua Ave Maria.

O programa com Catalin Rotaru e Anastásia Zhivotovskaya será repetido no sábado, dia 13, às 17h no Teatro de Santa Isabel durante a II Maratona Virtuosi pela Paz.

 

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GALERIA DE FOTOS: Domingo (07/12)

Seção: Programação
GALERIA DE FOTOS: Domingo (07/12)

Fotos: Flora Pimentel

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COBERTURA: O fagote barroco e Valsas para fagote solo – Igreja do Carmo, Olinda

Seção: Notícias, Sem categoria
COBERTURA: O fagote barroco e Valsas para fagote solo – Igreja do Carmo, Olinda

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Por Josias Teófilo

No primeiro dia do XVII Festival Virtuosi o destaque foi o fagotista Fabio Cury, um dos poucos brasileiros atuantes como solista do seu instrumento no pais.

O palco foi a Igreja de Santo Antônio do Carmo de Olinda, barroca, completamente restaurada recentemente. O monumento do século XVIII foi o cenário perfeito para receber o primeiro recital, às 18h, com obras dos compositores barrocos Johann Fasch, Johann Sebastian Bach e Carl Philipp Emanuel Bach, assim como Georg Phillip Telemann – obras compostas na época em foi reconstruída a igreja produzindo uma curiosa harmonia musical/arquitetônica. Fabio Cury foi acompanhado pelo cravista Alessandro Santoro, filho do grande compositor brasileiro Claudio Santoro e especialista em música antiga, no recital intitulado O fagote barroco, com obras transcritas para o instrumento.

No segundo recital, este para fagote solo, foram tocadas as valsas do compositor brasileiro Francisco Mignone. Escritas entre 1979 e 1981, as valsas de Mignone são mundialmente conhecidas pelos fagotistas e consideradas verdadeiras obras-primas. O público, que lotou a Igreja do Carmo, recebeu com entusiasmo os dois recitais.

Resgate do pai Claudio Santoro

Na apresentação do primeiro recital, para fagote e cravo, o maestro Rafael Garcia ressaltou o cravista Alessandro Santoro não só como exímio músico mas também como filho do grande compositor brasileiro Claudio Santoro, autor de uma vasta obra sinfônica. Além de músico, Alessandro é um divulgador da obra do pai, mantém o domínio claudiosantoro.art.br e recentemente esteve envolvido na realização de um documentário sobre o mesmo, dirigido por John Howard Szerman.

Alessandro Santoro lamenta o fato da obra do pai ser pouco conhecida do grande público e pouco tocada pelas orquestras brasileiras, o que ele atribui às dificuldades de interpretação que a música impõe. As gravações feitas pela Osesp das sinfonias 4 e 9, regida por John Neschling, produziram, segundo ele, interesse internacional por essas obras, que passaram a ser interpretadas outras vezes. As obras que não foram gravadas, entretanto, permanecem desconhecidas do público.

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GALERIA DE FOTOS – RECIFE – 13/12

Seção: Artistas
GALERIA DE FOTOS – RECIFE – 13/12


Fotos de Caroline Bittencourt

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GALERIA DE FOTOS – RECIFE – 12/12

Seção: Artistas
GALERIA DE FOTOS – RECIFE – 12/12

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Cobertura: Metropolis

Seção: Clipping

Confira o vídeo com a cobertura feita pelo programa Metropolis, da TV Cultura, do XII Virtuosi, com cenas do ensaio da Ópera Dulcineia e Trancoso:

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Virtuosi: Estrelas internacionais no Recife

Seção: Clipping
Virtuosi: Estrelas internacionais no Recife

Por Irineu Franco Perpetuo

OK, a internet efetivamente diminui as distâncias entre as pessoas, mas ainda não resolve todos os problemas. Porque, às vezes, as estruturas mentais do passado persistem como vício, e, no eixo Rio-São Paulo, nem sempre estamos tão atentos como deveríamos ao que acontece no resto do país.

Por exemplo: embora, em Pernambuco, desde 1998, o casal Ana Lúcia Altino/Rafael Garcia promova anualmente o Festival Virtuosi, muita gente no nosso meio musical nem ouviu falar no evento. Estive no Recife em 2007, para cobrir, e, em dezembro do ano passado (uma semana antes do Natal, de 17 a 21), como palestrante de um evento paralelo, o Festival Ibero-Americano (que destacava Marlos Nobre, entrevistado deste mês da revista Concerto), e tive uma surpresa das mais favoráveis com o nivel artístico do evento.

Os concertos acontecem no belíssimo Teatro de Santa Isabel – construído por 1850, refeito em 1869, após um incêndio, e, depois de sete anos de reformas, reinaugurado em 2002. Os músicos que visitam a cidade (como os integrantes do Ensemble São Paulo), além de tocar música de câmara, formam a orquestra do festival, que atua sob a regência de Rafael Garcia – um chileno que está radicado no Brasil há décadas, e foi “spalla” da Osesp nos tempos de Eleazar de Carvalho (sua mulher, Ana Lúcia, como pianista, também foi membro da Osesp pré-Neschling).

No ano passado, já como efeito da crise financeira global, eles tiveram um corte imprevisto de patrocínio (e, conseqüentemente, de verba) à última hora. Mesmo assim, montaram uma programação de dar inveja.

Eu fiquei absolutamente encantado com o contratenor francês Philippe Jaroussky, que já conhecia de disco, e, dois dias antes, havia se apresentado no Rio (mas, infelizmente, não veio a SP). Acompanhado de Jérôme Ducros, um pianista de grande personalidade, ele cantou, com muita técnica, musicalidade e senso de estilo (e sem aquele vibrato excessivo que se transformou em irritante vício de tantos cantores líricos) um refinado programa de canções francesas do início do século XX, que, em março deste ano, deve sair em CD pela Virgin.

Outro must foi o excepcional violinista russo Ilya Gringolts, que, das vezes que esteve aqui em São Paulo, deixou todo mundo boquiaberto. Acompanhado da pianista Marianna Shirinyan, Gringolts fez um programa incomum, incluindo uma sonata a ele dedicada por Sir Peter Maxwell Davies e peças de Szymanowski, Ravel e Schubert. Ele não tem aquele som “gordo” que habitualmente associamos à escola russa de violino, mas possui um domínio técnico inquestionável, e uma musicalidade impressionante.

Além disso, estiveram o violinista alemão Nicolas Koeckert, laureado no Concurso Tchaikovsky, em 2002; o trombonista sueco Christian Lindberg, que vem alargando o repertório e as possibilidades de seu instrumento; e o romeno Catalin Rotariu, que executa no contrabaixo as peças mais difíceis e virtuosísticas do repertório do violoncelo.

Isso sem falar nas estrelas “da casa”, como o violoncelista Antonio Meneses, lançando seu disco em duo com a pianista Celina Szrvinsk; o também violoncelista Leonardo Altino, filho de Rafael e Ana Lúcia, com um Haydn maduro e surpreendente; e Naná Vasconcelos, o maior percussionista popular que o Brasil já teve, recebendo uma justa homenagem e exibindo seu talento na noite de abertura do festival. Vale a pena ficar atento às próximas edições do festival.

Matéria publicada originalmente na Revista Concerto

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