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	<title>Virtuosi &#187; Últimas</title>
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		<title>Entrevista: Ana Lúcia Altino</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Jun 2009 14:30:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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Nunca tantos nomes importantes da história da música de concerto fizeram parte do mesmo evento em Gravatá, cidade do interior de Pernambuco, a duas horas da capital. De 07 a 12 de julho, o I Festival Virtuosi de Gravatá apresentará performances memoráveis com gênios eruditos.
Na programação, estão nomes como o do maestro e pianista João [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.virtuosi.com.br/wp-content/uploads/2009/06/anaaltino.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-295" title="anaaltino" src="http://www.virtuosi.com.br/wp-content/uploads/2009/06/anaaltino.jpg" alt="anaaltino" width="510" height="400" /></a></p>
<p>Nunca tantos nomes importantes da história da música de concerto fizeram parte do mesmo evento em Gravatá, cidade do interior de Pernambuco, a duas horas da capital. De 07 a 12 de julho, o I Festival Virtuosi de Gravatá apresentará performances memoráveis com gênios eruditos.</p>
<p>Na programação, estão nomes como o do maestro e pianista João Carlos Martins, o violoncelista Antônio Meneses, o flautista Rogério Wolf, o maestro chileno Rafael Garcia, o contrabaixista Catalin Rotaru e o pianista Victor Asuncion, entre vários outros. O evento é gratuito, com patrocínio da Prefeitura de Gravatá, e será realizado na Igreja Matriz de Sant&#8217;Ana, ponto turístico da cidade.</p>
<p>A BR Press entrevistou com exclusividade Ana Lúcia Altino, a produtora do I Festival de Gravatá. Pianista e casada com o maestro chileno Rafael Garcia, Ana é a maior responsável por divulgar e desenvolver a cultura da música de concerto em Pernambuco. A seguir, ela conta as motivações que a levaram a produzir este evento e seus pensamentos para o futuro da música de concerto no Brasil.</p>
<p><strong>Por que a escolha de Gravatá?</strong></p>
<p><strong>Ana Lúcia Altino</strong> &#8211; Gravatá é uma cidade que tem todas as características de Campos do Jordão (SP) nos anos 70, quando ali se iniciou o Festival de Inverno. Clima de montanha associado a uma arquitetura típica de chalés alpinos faz de Gravatá uma cidade para descanso e turismo. É um ambiente propício para realização de um grande festival de música clássica. Há anos que alimentamos essa idéia de realizar um Virtuosi em Gravatá, mas só agora encontramos eco na sensibilidade do prefeito Osano Brito. Vamos começar com um festival de 6 dias e 7 concertos com um grupo de artistas muito relevante.</p>
<p><strong>Como convenceram João Carlos Martins a tocar tanto piano no evento?</strong></p>
<p><strong>Ana Lúcia Altino</strong> &#8211; Não foi necessário convencer João Carlos. A programação do concerto dele foi feita por ele. É claro que pedimos que ele tocasse alguma coisa no piano. Então, ele vai tocar toda a segunda parte. São músicas lentas que certamente vão emocionar o público. João Carlos Martins é nosso amigo há muitos anos. Ele aceitou nosso convite na hora, sem problemas.</p>
<p><strong>Qual sua inspiração e motivação ao criar um festival deste nível no interior do estado?</strong></p>
<p><strong>Ana Lúcia Altino</strong> &#8211; Levar o melhor da música clássica para todos. Esta foi sempre a nossa motivação. Se fosse possível realizaríamos um festival deste nível em todas as regiões do Estado. Quanto mais, melhor. O fato de se democratizar o acesso ao bem cultural não deve permitir que esse bem seja mostrado de qualquer forma. Se a idéia é formar platéia, permitir que um número de pessoas tenha acesso à música erudita, é importante que se faça da melhor maneira possível, com qualidade. Esse primeiro contato do leigo com a arte tem que ser significativo, tem que sensibilizar cada um para que ele goste e queira mais. Somente o verdadeiro artista consegue fazer isso.</p>
<p><strong>Como você vê o futuro da música de concerto em Pernambuco e no Brasil?</strong></p>
<p><strong>Ana Lúcia Altino</strong> &#8211; Desde que se renovou a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, na época do maestro John Neschling, agora com maestro Tortelier, que a Osesp vem sendo inspiração para que outras orquestras se aperfeiçoem, contratem novos músicos, enriqueçam as suas programações. Isso se refere principalmente aos estados como Rio, São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e até a região Centro-Oeste tem também se desenvolvido. Com relação ao nordeste eu diria que estamos em outro patamar. Continuamos marcando passo lentamente e a música de concerto continua com muito pouco espaço.</p>
<p><em>Publicado originalmente na BRPress</em></p>
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		<title>DP: Virtuosi Brasil Celebra Marlos Nobre</title>
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		<pubDate>Thu, 28 May 2009 12:53:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Diario de Pernambuco]]></category>
		<category><![CDATA[Michelle Assumpção]]></category>
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		<description><![CDATA[Santa Isabel // Maestro pernambucano ganha homenagens pelos 70 anos de vida e 50 de carreira
Michelle de Assumpção
Os setenta anos de vida do maestro Marlos Nobre e seus cinquenta de profissão estão sendo motivo de comemorações e homenagens no mundo inteiro. Não seria diferente no seu estado natal. A quinta edição do Virtuosi Brasil celebra [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Santa Isabel // Maestro pernambucano ganha homenagens pelos 70 anos de vida e 50 de carreira<br />
Michelle de Assumpção</strong></p>
<p>Os setenta anos de vida do maestro Marlos Nobre e seus cinquenta de profissão estão sendo motivo de comemorações e homenagens no mundo inteiro. Não seria diferente no seu estado natal. A quinta edição do Virtuosi Brasil celebra o compositor pernambucano, considerado um dos mais importantes do país e da América Latina. O festival tem início hoje, e segue amanhã e sábado, no Teatro de Santa Isabel, às 21h. Entre vários títulos e premiações, Marlos Nobre ocupa a cadeira número 1 da Academia Brasileira de Música, sendo detentor do Prêmio Tomás Luis de Victoria, o segundo mais importante da música do mundo, conquistado em 2006, em Madri. A pianista Ana Lúcia Altino, produtora executiva do Virtuosi, diz que o festival não poderia deixar de aclamá-lo também, nessa ocasião.</p>
<p>&#8220;Desde jovem já foi considerado o substituto de Villa-Lobos, hoje então é muito importante para o mundo, quem dirá para Pernambuco. Terça-feira, quando recebeu a homenagem da Assembleia Legislativa, falou muito sobre como a base de sua música está nas raízes da tradição pernambucana. Tem todo nosso respeito e homenagens&#8221;, declarou a pianista. Marlos Nobre, na ocasião do seu discurso, ressaltou suas origens ao piano e mais uma vez reconheceu que a base do que o mundo inteiro classifica como sua genialidade, está em abraçar suas origens.</p>
<p>&#8220;Tive influências dos meus pais, músicos amadores, mas a prima Nysia Nobre foi minha mestra, ensinou-me a tocar piano# Recife é minha influência, quando saí daqui, já ganhava prêmios e decidi me aperfeiçoar. Minha música representa Pernambuco profundo, sem superficialidade&#8221;, declarou o maestro. Suas obras &#8211; para piano, para voz e para cordas &#8211; estarão no repertório dos concertistas do Virtuosi (ver programação no quadro anexo).</p>
<p>Programa &#8211; O pianista carioca Bernardo Scarambone é especialista na música de Marlos Nobre para piano. Doutor em Piano pela Universidade de Houston, professor da Alcorn University, Bernardo também sorteará no Virtuosi duas bolsas de estudo para a universidade onde leciona. Na segunda noite, o público pernambucano conhecerá a música vocal e a música de câmara de Marlos Nobre, através da cantora Ângela Barra, acompanhada do pianista Ricardo Ballestero. Ainda nesta noite serão apresentadas obras para instrumentos de cordas e piano com a participação dos irmãos Claudio e Marcelo Jaffé (violoncelista e violista, respectivamente) e a violinista argentina Betina Stegmann.</p>
<p>Claudio Jaffé participa do Virtuosi primeira vez. Nos Estados Unidos, onde mora, é regente em residência da Orquestra Jovem da Flórida. Ele se apresenta nas salas mais concorridas e importantes de concerto de música erudita do mundo. Marcelo Jaffé e Betina Stegmann são membros do Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo. A terceira e última noite do evento traz a Orquestra Jovem de Pernambuco, sob a direção do maestro Rafael Garcia, diretor artístico do Virtuosi, com vários solistas: a cantora Ângela Barra, o violoncelista Claudio Jaffé, além do próprio Marlos Nobre que executará ao piano o Concertino e o Concertante do Imaginário, ambas obras para piano e orquestra de cordas. Uma exposição retrospectiva dos 50 anos de carreira do compositor estará em cartaz, durante o Virtuosi, no hall do Santa Isabel.</p>
<p>Serviço</p>
<p>Virtuosi<br />
Quando: Hoje, amanhã e sábado<br />
Onde: Teatro de Santa Isabel<br />
Quanto: R$20 (inteira), R$ 10(meia).<br />
Camarotes: R$ 15 (inteira) e R$ 7,50 (meia)<br />
Informações: 3232 2940 &#8211; 3363 0138</p>
<p>Fonte: Diário de Pernambuco</p>
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		<title>JC: Três noites para o aniversário de Marlos Nobre</title>
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		<pubDate>Thu, 28 May 2009 12:51:00 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Jornal do Commercio]]></category>
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		<description><![CDATA[Paulo Sérgio Scarpa Especial para o JC Online
O compositor e maestro pernambucano Marlos Nobre comemora, em alto estilo, no Recife, os setenta anos de vida e cinquenta de carreira. Após receber, na terça passada, homenagem da Assembleia Legislativa de Pernambuco, o maestro será lembrado, entre quinta-feira (28) e sábado (30), no Teatro Santa Isabel, durante [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Paulo Sérgio Scarpa Especial para o JC Online</strong></p>
<p>O compositor e maestro pernambucano Marlos Nobre comemora, em alto estilo, no Recife, os setenta anos de vida e cinquenta de carreira. Após receber, na terça passada, homenagem da Assembleia Legislativa de Pernambuco, o maestro será lembrado, entre quinta-feira (28) e sábado (30), no Teatro Santa Isabel, durante o 5º Virtuosi Brasil, que dedica toda as suas noites para festejar 22 das 280 obras criadas por ele desde os 19 anos de idade, quando deixou o Recife para fazer carreira no Rio de Janeiro.</p>
<p>Marlos Nobre, que ressalta a influência da cultura pernambucana na sua música, principalmente o Maracatu Nação e o frevo, será o solista de duas obras, no sábado, e fará a estreia mundial, na sexta, de uma peça criada especialmente para o 5º Virtuosi.</p>
<p>O festival é organizado pela pianista Ana Lúcia Altino e pelo maestro Rafael Garcia que convidaram este ano o pianista Bernardo Scarambone, o celista Cláudio Jaffé, o violista Marcelo Jaffé, a violinista Betina Sttegmann, a soprano Angela Barra e o pianista Ricardo Ballestero.<br />
Marlos Nobre comenta obras do Virtuosi para o JC Online<br />
Paulo Sérgio Scarpa Especial para o JC Online</p>
<p>Dia 28, 21h<br />
Música para piano<br />
Bernardo Scarambone, piano</p>
<p>Nazarethiana Op. 2 (1960)<br />
“Escrevi quando ainda estava no Recife, entusiasmadíssimo com o grande compositor popular carioca Ernesto Nazareth. É uma pequena “tocata” para piano, evocando Nazareth, à minha maneira. Insiro entre os temas uma parte rítmica que se tornaria minha marca registrada. Ganhou o 1º Prêmio da Sociedade Germano Brasileira, no Recife, em 1960, com um júri presidido por Valdemar de Oliveira, que se tornaria meu grande apoio”.</p>
<p>Ciclo Nordestino, Opus 5 (1960)<br />
“Escrevi para participar do Concurso Estadual de Música de São Paulo, quando fiquei em 2º lugar. Nela, começo uma série baseada em temas e motivos folclóricos de Pernambuco, com a intenção de preservar esses temas do esquecimento e dar um tratamento contrapontístico e moderno. Na época, o Mikrokosmos, de Bartok, foi minha inspiração. Foi gravada pela pianista<br />
Guiomar Novaes e teve repercussão internacional”.</p>
<p>Homenagem a Arthur Rubinstein, Op 40 (1973)<br />
“Em 1973, o diretor do 1º Concurso Internacional de Piano Arthur Rubinstein me encomendou uma peça, que dediquei ao grande pianista. Dele, receberia depois uma carta que foi uma consagração para mim. Rubinstein escreveu sobre a obra em seu livro de memórias, My many years. Toquei a obra em Paris, no apartamento dele, e ele simplesmente a adorou. Hoje, faz parte do repertório de grandes pianistas. E isso eu devo também a Rubinstein”.</p>
<p>4º Ciclo Nordestino, Op 43 (1977)<br />
“Cantilena é a mais extensa parte da obra e obedece a uma idéia de ir, aos poucos, escrevendo com maiores dificuldades técnicas. Esse movimento já requer uma técnica transcendental e está ligado profundamente às minhas reminiscências do Carnaval do Recife, que assisti desde meus quatro anos na Rua de São João. Termina com o Frevo que se tornou uma peça digamos “favorita” dos pianistas no Brasil e no mundo”.</p>
<p>Sonata Breve Op.21 (1966/2000)<br />
“A peça inicia uma série de sonatas onde a minha escritura transcendental, com dificuldades técnicas e musicais, atinge um ponto alto. O tema é baseado em características nordestinas, especialmente nos desafios de Pernambuco, que inspiraram minha infância. Ouvia, maravilhado, na fazenda de meu tio, os cantadores e as disputas, que levavam o dia inteiro”.</p>
<p>Tango Op 61 (1984)<br />
“É essencialmente uma reminiscência de minha amizade com o grande Astor Piazzola, em Buenos Aires, em 1963/64. Na época, ele era execrado e perseguido pelos “donos” do tango portenho, que diziam ter Piazzola renegado as verdadeiras raízes do genero e criado algo espúrio. Ao escrever esse meu Tango, trouxe a atmosfera do Buenos Aires moderno, do tango que a tradição execrava, mas que acabou conquistando o mundo”.</p>
<p>Sonatina Op. 66 (1984/2003)<br />
”Dedicada ao pianista Nelson Freire”.<br />
Frevo nº2<br />
“Dedicado a Ariano Suassuna”.</p>
<p>Dia 29, 21h<br />
Música vocal e música de câmara<br />
Angela Barra (soprano), Ricardo Ballestero (piano), Cláudio Jaffé (celo), Marcelo Jaffé (viola) e Betina Stegmann (violino)</p>
<p>Três trovas opus 6 (1961)<br />
“Foram escritas sobre textos das trovas do Adhelmar Tavares, o melhor poeta de trovas do Brasil. Escrevi para o 1º Concurso Música e Músicos do Brasil, no qual a peça ganhou menção honrosa, com estréia, no Rio, em 1961. Todas as canções são calcadas no “mal do amor” cantadas nas trovas.</p>
<p>Ciclo Beira-mar opus 21 (1966)<br />
“O ciclo se inspira na música e na poesia popular da Bahia, que canta Iemanjá. É possivelmente a minha obra mais popular para canto. A característica principal é que eu procurei manter o caráter direto e de cunho popular da melodia (que é minha própria, baseada na música popular dos candomblés da Bahia, que assisti maravilhado quando muito jovem). A harmonia é simples, mas ao mesmo tempo sofisticada, assim como a escritura pianística, que sempre é muito rica em todas as minhas canções”.</p>
<p>Três canções opus 9 (1962)<br />
“Este ciclo foi baseado em textos de Ascenso Ferreira e Manuel Bandeira. Tive o prazer de conhecer Ascenso, aquele homenzarrão, sempre vestido de branco, com voz de trovão, mas uma alma pura e maravilhosa, declamando seus versos no Departamento de Cultura-Discoteca do Recife, que ele frequentava e eu também, entre 1956 e 1957. Escolhi o Maracatu, que é uma jóia poética, pois Ascenso sabia como extrair sons onomatopáicos puros e, com eles, criei minha música. “Teu nome” é uma espécie de modinha, inspirada nos versos ternos e meio atormentados de Bandeira. E “Boca de Forno” evoca uma tomada de santo, uma incorporação em terreiro de macumba”.</p>
<p>Dengos da mulata desinteressada opus 20 (1966)<br />
“Compus a peça em duas horas, exatamente, tal a naturalidade com que fui possuído pelo texto de Ribeiro Couto. É uma espécie de “desafio”, onde o piano imita a viola caipira e a voz transcendo a voz do poeta cantador, cantando uma sedução de amor com a graça típica dos namoros das festas populares do meu Pernambuco, essencial e profundo”.</p>
<p>Poema V (Raio de Luz) opus 94 n°5 (2002)<br />
“A obra faz parte de uma larga série de Poemas para diversos instrumentos, no qual não poderia faltar a voz. Escrevi um texto baseado na música e suas inflexões, sem nenhuma pretensão literária (que não tenho), mas que se encaixa perfeitamente no clima lírico do canto de amor que pretendi criar”.</p>
<p>Modinha opus 23a (1966)<br />
“Em 1962 estava no Rio, sem emprego, sem dinheiro e me procurou o cineasta Paulo César Saraceni, que queria montar um show. Fiz os arranjos, inclusive do então iniciante baiano o Gilberto Gil, de quem me entregaram uma fita onde ele cantava. Para terminar o show, a produção queria uma canção e encomendou ao poeta Marcos Konder Reis um texto e eu o musiquei, em uma tarde. No show, na boate Gaslight, no Flamengo, às vezes o pessoal se agitava porque dizia que a Modinha terminava o show “muito para baixo”, pois era um canto de amor e não tinha nada de grandioso. Mas logo tornou-se um sucesso”.</p>
<p>Cantoria I para celo solo<br />
“Ela foi escrita por encomenda do violoncelista pernambucano Antonio Meneses, que me pediu uma peça que comentasse e fosse uma introdução a uma das Seis suítes para celo, de Bach. Escolhi a suíte em ré menor, que sempre me pareceu a mais linda e fiz esta homenagem ao grande Bach”.</p>
<p>Partita Latina para celo e piano<br />
“Ela nasceu de uma encomenda especial do violoncelista mexicano Carlos Prieto, que toca com um raríssimo Stradivarius. Nela, utilizo a idéia das partitas antigas, que eram uma suíte de peças mais ou menos dançantes e interligadas, no período barroco. É um visão pessoal do barroco e alterna estados de espírito denso, calmo, agitados, líricos, fúnebres e exaltados”.</p>
<p>Sonata Opus 11 para viola solo (1962)<br />
“Foi encomendada pelo violista húngaro George Kiszely, que a gravou pela EMI. É uma das poucas sonatas escritas para este instrumento. Em três movimentos, mostra minha visão, na época, do instrumento excepcional que eu trato de elevar à categoria de solista”.</p>
<p>Trio para piano, violino e viola Op. 4<br />
“Escrita no Recife, em 1960, aos 21 anos, ganhou o 1º Prêmio do Concurso Nacional Música e Músicos do Brasil, no Rio, com um júri formado por Francisco Mingnone, Camargo Guarnieri, Radamés Gnatalli. Na época foi um estouro no Rio e no Brasil. Em segundo lugar ficou obra do maestro e compositor César Guerra-Peixe. A crítica carioca me considerou, textualmente, &#8220;uma estrela de intensa luminosidade que aparece na música do Brasil como o legítimo sucessor de Villa-Lobos. O Trio é um resumo de tudo que eu adorava na época: Nazareth, o dodecafonismo, Ravel. Enfim, uma peça juvenil”.</p>
<p>Dia 30, 21h<br />
Música para orquestra de câmara e solistas<br />
Orquestra Jovem de Pernambuco, regência Rafael Garcia; Angela Barra (soprano), Marlos Nobre (piano) e Cláudio Jaffé (celo)</p>
<p>O Canto Multiplicado para voz e orquestra Op.38a<br />
“Foi escrito por encomenda do Ensemble de Munich, que fazia turnê pela América Latina. O texto de Carlos Drummond de Andrade, maravilhoso, sempre me impressionou profundamente: uma evocação do assassinato covarde pela falange fascista espanhola do grande Garcia Lorca, que na minha música adquire uma expressão dramática enorme. A peça é um grande lamento à imbecilidade humana que matou e vem matando homens como Garcia Lorca, o próprio Cristo, Martin Luther King. Um protesto contra a violência do homem contra o homem e uma esperança de que “o dia amanhecerá”.</p>
<p>Concertino para piano e cordas Op. 1 (1959)<br />
“Escrito no Recife, ganhou a menção honrosa no Rio no mesmo ano. A peça transmite as principais influências e afinidades que eu tinha na época: o barroco, a música de Ernesto Nazareth, a modinha brasileira e Schumann.O 2º movimento é muito lírico e nunca me esqueço quando toquei a gravação para minha querida mãe, Maria José, ao voltar do Rio. Ela emocionou-se profundamente e chorou. Ver minha mãe chorar, pela minha música,foi possivelmente a mais profunda emoção que jamais senti. O 3º movimento vem como uma homenagem a Nazareth e é um chorinho evocando os chorões cariocas”.</p>
<p>Poema IIIa para violoncelo e cordas Op.94 nº3a<br />
Primeira audição mundial<br />
“É uma canção lírica, para celo e orquestra de cordas, que orquestrei especialmente para este Virtuosi Brasil. A canção é tirada do 2º movimento do Concertante do Imaginário e é um canção de amor para minha mulher, a pianista e intérprete Maria Luiza Corker. É pura emoção e, como tal, espero que seja transmitida ao público”.</p>
<p>Concertante do Imaginário para piano e cordas Op. 74 (1989)<br />
Dedicado à minha mulher, Maria Luiza, teve sua estréia mundial com a Royal Philarmonic Orchestra, em Londres. A obra se inspira em versos da grande poetisa Cecília Meireles. O primeiro movimento evoca uma visão revisitada do barroco. O 2º movimento, tem uma pequena e especial história: eu e Maria Luiza estávamos em em Rothenburg, na Alemanha, quando passamos por uma lojinha de pianos. Eu me sentei ao piano e uma melodia fluiu dos meus dedos. Essa melodia é minha canção de amor a Maria Luiza e sempre me emociona profundamente quando a peça é tocada. O 3º movimento é virtuosístico e evoca de certa maneira a correria das moscas, dos insetos, em rumoroso jorro, conforme a poesia de Cecília Meireles.</p>
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		<title>Pianista oferece bolsa para estudantes</title>
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		<pubDate>Thu, 28 May 2009 12:48:48 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[O pianista Bernardo Scarambone, professor da Alcorn University, Mississipi, está oferecendo 2 bolsas para curso de graduação (bacharelado em música) para estudantes do Nordeste de qualquer instrumento. As bolsas são completas e incluem taxas escolares, hospedagem, alimentação e ajuda de custo.
Os candidatos precisam fazer os testes de lingua inglesa e o SAT exigido pelas universidades [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O pianista Bernardo Scarambone, professor da Alcorn University, Mississipi, está oferecendo 2 bolsas para curso de graduação (bacharelado em música) para estudantes do Nordeste de qualquer instrumento. As bolsas são completas e incluem taxas escolares, hospedagem, alimentação e ajuda de custo.</p>
<p>Os candidatos precisam fazer os testes de lingua inglesa e o SAT exigido pelas universidades americanas. As bolsas tem duração de 4 anos. Para mais informações, entre em contato através do email: scarambone@hotmail.com.</p>
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		<title>V Virtuosi Brasil começa hoje</title>
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		<pubDate>Thu, 28 May 2009 12:38:24 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Começa hoje, (28/05), a quinta edição do VIRTUOSI BRASIL que celebra a obra do maestro e compositor pernambucano Marlos Nobre. Saudado como um dos maiores compositores vivos do continente ibero-americano, o maestro Marlos Nobre comemora 50 anos de carreira e 70 de idade em 2009. O VIRTUOSI BRASIL, festival dedicado aos grandes virtuoses brasileiros, acontece [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Começa hoje, (28/05), a quinta edição do VIRTUOSI BRASIL que celebra a obra do maestro e compositor pernambucano Marlos Nobre. Saudado como um dos maiores compositores vivos do continente ibero-americano, o maestro Marlos Nobre comemora 50 anos de carreira e 70 de idade em 2009. O VIRTUOSI BRASIL, festival dedicado aos grandes virtuoses brasileiros, acontece de 28 a 30 de maio no Teatro de Santa Isabel, a partir das 21h.</p>
<p>Em 2006, ao receber o prêmio Tomás Luis de Victoria em Madri, Marlos Nobre foi considerado por crítica e amantes da música de concerto como o maior compositor vivo do continente íbero-americano. O maestro estará presente acompanhando cada uma das três noites de concerto do festival dedicada a um gênero de sua obra: piano, música vocal e de câmara e finalmente uma peça para orquestra de cordas e solistas.</p>
<p>A responsabilidade de abrir o evento fica nas mãos do pianista carioca Bernardo Scarmbone, especialista nas obras de Nobre para piano. Doutor em Piano pela Universidade de Houston, professor da Alcorn University, o pianista apresentará Sonatina Op. 66 1984/2003 (dedicada a Nelson Freire), Frevo nº2 (dedicado a Ariano Suassuna), entre outras obras do compositor.</p>
<p>Produzido pela pianista Ana Lúcia Altino, o festival tem direção artística do maestro chileno Rafael Garcia. O Projeto V VIRTUOSI BRASIL CELEBRA MARLOS NOBRE foi aprovado em seleção pública pelo Programa BNB de Cultura em 2009 e conta com o apoio do Governo do Estado de Pernambuco, da Prefeitura Municipal do Recife, da Rede Globo Nordeste, do Diario de Pernambuco e do Dorisol Recife Grand Hotel.</p>
<p>V VIRTUOSI BRASIL<br />
Datas: 28, 29 e 30 de maio de 2009 – 21 horas<br />
Local: Teatro de Santa Isabel – Praça da República &#8211; Recife</p>
<p>Ingressos:<br />
Frisas e Platéias – R$20,00 [inteira] R$ 10,00 [meia]<br />
Camarotes A e B – R$15,00 [inteira] R$ 7,50 [meia]<br />
Informações: 3232.2940 / 3363.0138</p>
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