Jeremy Bell, do Penderecki String Quartet, comenta o repertório de hoje

Durante a leitura, acompanhe a execução do Quarteto de cordas n° 2 do compositor polonês que dá nome ao conjunto que irá tocar hoje no XIII Virtuosi no Convento de São Francisco, em Olinda, e amanhã na Igreja da Misericórdia, em João Pessoa

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Conversamos com Jeremy Bell, spalla do Penderecki String Quartet, e como hoje será a primeira vez em décadas em que haverá um concerto de quarteto de cordas totalmente dedicado a repertório do séc. XX em Pernambuco, pedimos que o violinista comentasse o programa do concerto de logo mais.

Quarteto n° 4 de Bartók
Somos o primeiro quarteto canadense a ter gravado todos os seis quartetos de cordas de Bartók. Foi um projeto importante dado que nos trabalhamos com Zoltan Szekely e Denes Koromzay, do Hungarian String Quartet – que atuou diretamente com Bartók neste quartetos. Szekely (1903-2001) é um herói canadense pois passou sua última parte da vida no Banff Centre for the Arts nas Montanhas Rochosas canadenses. O Quarteto de cordas n° 4 de Bartók é talvez o mais visceral de todos os seis. O último movimento é particularmente eletrizante em termos rítmicos… um pouco como numa batida disco primitiva, só que escrita em compasso composto!

“Lament in the Trampled Garden” (Lamento em um jardim pisoteado), de Mozetich
Marjan Mozetich é um compositor canadense de ascendência eslovena. Seu estilo é um tanto quanto pós-Debussy e, como tal, muito sensual e líquido. Esta obra ganhou o Prêmio Juno 2010 de melhor composição de câmara (o Juno é o Grammy canadense) e é muito atraente. Ela é intercalada por uma maluca seção de jazz na sua parte central.

Quarteto n° 2 de Penderecki (1968)
Esta é absolutamente uma obra notável, que quebra todas as convenções imagináveis. Foi escrita em um ano historicamente turbulento… a Primavera de Praga, a ida do homem à lua, os tumultos estudantis nos Estados Unidos… e como tal ela transmite um sentimento de completo abandono e rebelião. A peça emprega uma série de técnicas expandidas para instrumentistas de cordas e tornou-se o modelo para quartetos de cordas expandidos nos últimos 42 anos. A partitura é estruturada em gráficos e não surpreende que ela tenha sido tomada por engano pelos russos como se fosse destinada a planos militares quando Penderecki tentou mandá-la certa vez para o exterior pelos correios!!

Conheça mais sobre o Penderecki String Quartet.



Esse texto foi publicado terça-feira, dezembro 14th, 2010 às 9:49 PM na seção Sem categoria. Você pode acompanhar todos os comentários através do feed RSS 2.0. Você também pode comentar, ou criar um link para cá em seu site.

5 comentários to “Jeremy Bell, do Penderecki String Quartet, comenta o repertório de hoje”

  1. Adrian

    O Lucas e9 mesmo incredvel, tive oportunidade de astsisi-lo tocando em diversas ocasif5es; tanto em casa improvisando acordes como em apresentae7f5es seguindo arranjos determinados. Sua qualidade ne3o este1 sf3 no domednio e sensibilidade dos instrumentos que toca como na criatividade de suas composie7f5es e dramatizae7e3o de suas interpretae7f5es. Parabe9ns!

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