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Ariano Suassuna
Nasceu em 16 de junho de 1927, em Nossa Senhora das Neves, hoje João Pessoa (PB), filho de Rita de Cássia e João Suassuna. No ano seguinte, seu pai deixou o Governo da Paraíba e a família passou a morar no sertão, na Fazenda Acauhan. Com a revolução de 30, seu pai foi assassinado por motivos políticos no Rio de Janeiro e a família mudou-se para Taperoá. Nessa cidade, Ariano assistiu pela primeira vez a uma peça de mamulengos e a um desafio de viola, cujo caráter de “improvisação” seria uma das marcas registradas também da sua produção teatral. A partir de 1942 passou a viver no Recife. Junto com Hermilo Borba Filho, fundou o Teatro do Estudante de Pernambuco. Formou-se  na Faculdade de Direito. Recebeu o Prêmio Martins Pena  pelo Auto de João da Cruz. De 1952 a 1956, dedicou-se à advocacia, sem abandonar, porém, a atividade teatral. São desta época O castigo da Soberba, O Rico Avarento e o Auto da Compadecida, peça que o projetou em todo o País e que seria considerada por Sábato Magaldi “o texto mais popular do moderno teatro brasileiro”. Em 1959, em companhia de Hermílio Borba Filho, fundou o Teatro Popular do Nordeste. Ligado, diretamente, à cultura, iniciou, em 1970, o “Movimento Armorial”, interessado no desenvolvimento e no conhecimento das formas de expressão populares tradicionais. Convocou nomes expressivos da música para procurarem uma música erudita nordestina que viesse juntar-se ao movimento, lançado no Recife, em outubro de 1970. Entre 1958-79, dedicou-se também à prosa de ficção, publicando o Romance da Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta e História do rei degolado nas caatingas do sertão / Ao sol da Onça Caetana, classificados por ele de “romance armorial-popular brasileiro”. Foi secretário de Cultura do Estado de Pernambuco, no Governo Miguel Arraes, cargo que ocupa, no momento, no Governo Eduardo Campos.