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Surgindo pela vontade de FAZER MÚSICA, a idéia da criação do VIRTUOSI foi alimentada pelo sentimento de que somente através de um evento desta natureza era possível fazer música da mais alta qualidade. E com isso, trazer grandes personalidades e artistas famosos, tanto nacionais como internacionais, contribuindo para o desenvolvimento e enriquecimento cultural do país. O contato com artistas de renome renova a vontade do fazer música e estimula novos trabalhos, novos projetos e novas idéia. O VIRTUOSI, que começou em 1998 com apenas duas noites de concerto, foi crescendo ao longo dos anos até conquistar um nome nacional. O I Festival Internacional de Música de Câmara de Pernambuco foi realizado sob a direção artística do Maestro Rafael Garcia, incansável batalhador da cultura musical neste país, tornando-se um marco na história da cultura do Estado, Representando o coroamento de longos anos de trabalho e dedicação daqueles que fazem da música erudita o sentido de viver.

O festival surgiu para o enriquecimento espiritual do nosso povo, sempre participante e sensível à realização de programas culturais desta natureza. Reunindo artistas nordestinos radicados no exterior, artistas estrangeiros e artistas nacionais de fama internacional, o Festival teve por objetivo apresentar o que há de melhor na música de câmara, apresentando em duas noites, 14 obras diferentes, sendo duas delas em primeira audição no Nordeste.

1998 A primeira edição do Festival Internacional de Música de Câmara de Pernambuco aconteceu no Teatro da UFPE, nos dias 18 e 19 de dezembro de 1998, agradando a todos e causando espanto. A cada aparição de um artista, uma nova surpresa. Sob o ponto de vista musical, o resultado foi excelente por entendermos que a música de câmara é, na música erudita, o gênero considerado mais dificil e sofisticado. Pelo próprio nome, se entende que se trata de música feita para lugares relativamente pequenos. Assim era feito no século XVIII quando a música saiu das igrejas e das cortes para as casas burguesas da sociedade

1999 A semente plantada germinou e a boa colheita levou à realização do segundo encontro desses artistas em Recife em dezembro de 1999. A partir desta data o festival passou a se chamar VIRTUOSI e assim se tornou conhecido nacionalmente. O II VIRTUOSI reuniu na cidade cerca de 30 artistas e executou em três noites, 17 obras do repertório camerístico, sendo que seis dessas obras foram apresentadas pela primeira vez no país. Uma das características do VIRTUOSI é justamente o fato de realizar concertos com características de verdadeiras “maratonas” pela longa duração. Outra característica que encanta a quem assiste aos concertos é o revezamento de artistas no palco executando peças curtas e de execução extremamente difíceis que demandam do intérprete verdadeiros exercícios de malabarismo, chegando a confundir o músico com o ginasta (como no caso dos contrabaixistas).

2000 Em 2000, o III VIRTUOSI foi realizado em dezembro de 2000, tendo como palco mais uma vez o Teatro da UFPE. Dessa feita o festival apresentou 22 obras do repertório, o que seria suficiente para realizar no mínimo 7 ou 8 concertos dentro de um calendário normal de eventos. Neste ano, o Festival comemorou os 100 anos do velho Maestro Vicente Fittipaldi, que chegou ao Recife em 1925 e que ajudou a criar o Conservatório Pernambucano de Música e a Orquestra Sinfônica da cidade, sua maior obra.

2001 Homenageando os 100 anos da morte do compositor italiano VERDI, o IV VIRTUOSI realizou cinco concertos entre os dias 11 e 15 de dezembro de 2001 no Teatro da UFPE. Reunindo cerca de 40 artistas nacionais e internacionais, o festival homenageou a Dama do Piano de Pernambuco, a pianista Josefina Aguiar, trazendo-a de volta ao palco depois de anos de inatividade, executando o segundo movimento do Concerto em fá menor de J.S.Bach. A presença da grande pianista pernambucana emocionou o público presente e a todos os artistas no palco.

2002 Em 2002 foi realizado o V Festival Internacional de Música de Câmara de Pernambuco, talvez o mais completo realizado em Pernambuco, que contou com o apoio integral do Sistema de Incentivo à Cultura, do Governo do Estado. Mais uma vez foram realizados cinco concertos no Teatro da UFPE, entre os dias 19 e 23 de novembro, com a apresentação de 31 obras sendo 16 em primeira audição. Naquele ano, o festival homenageou os 80 anos da Semana de Arte Moderna de 22, apresentando numa das noites obras de Heitor Villa-Lobos, exatamente aquelas que foram executadas na época e que tinham sido vaiadas.

2003 De 25 a 29 de novembro de 2003 realizou-se o VI VIRTUOSI. Pela primeira vez o evento se realizou no Teatro de Santa Isabel encontrando lá sua verdadeira casa. O monumento tombado da arte de Pernambuco mostrou-se o local adequado para a realização do VIRTUOSI. O teatro lotado ovacionou todas as noites as estrelas que desfilaram no palco do nosso velho e querido Santa Isabel. O VI VIRTUOSI homenageou um dos filhos mais ilustres de Pernambuco, o maior compositor vivo brasileiro, o pernambucano Marlos Nobre. Em uma noite, quatro de suas obras mais importantes foram apresentadas, sendo três delas em primeira audição no estado, e duas delas em primeira audição na América do Sul. Marlos não vinha a Recife há bastante tempo e curiosamente o público pernambucano desconhece sua música. Apesar disso a música de Marlos foi recebida com aplausos carinhosos e terminou o compositor e pianista sendo ovacionado pelo público presente. Foram executadas as obras Partita Latina, Concerto II para orquestra de cordas, Desafio I para viola e Concertante do Imaginário para piano e orquestra. Neste mesmo ano, o VIRTUOSI foi convidado a também realizar apresentações na maior sala de concertos da América Latina, a Sala São Paulo. E assim, no dia 02 de dezembro, levou para o grande centro cultural paulista o melhor do que foi apresentado no Recife.

2004 O VII VIRTUOSI se realizou no período compreendido entre os dias 12 e 19 de dezembro de 2004. Desta vez foi o pernambucano Antonio Meneses o homenageado. Um dos maiores e melhores violoncelistas do mundo, Antonio Meneses nascido em Recife, é hoje professor em Basel, Suiça, e membro do Beaux Arts Trio. Único brasileiro a ser solista e a gravar com a Filarmônica de Berlim sob a regência e direção do Maestro Herbert von Karajan, Antonio Meneses é um artista requisitado por todos os grandes centros do mundo. Antonio Meneses se apresentou na última noite do festival executando em primeira audição mundial o Concertino para cello e orquestra de cordas do compositor pernambucano Clóvis Pereira.

2005 De 12 a 18 de dezembro de 2005 foi realizado o VIII VIRTUOSI, homenageando o compositor pernambucano Clóvis Pereira. Através de seleção pública, o Virtuosi teve seu projeto de gravação de 2 CDs intitulado “A Música Erudtia de Compositores Populares Pernambucanos” aprovado. Foram realizados seis concertos, dos quais dois foram abertos ao público. Foi formada uma Orquestra Sinfônica com músicos locais, nacionais e internacionais que executaram músicas de Capiba, Clóvis Pereira e Maestro Duda. O CD foi distribuído gratuitamente e recebeu da crítica especializada os melhores elogios. Participaram do evento mais de 80 artistas nacionais e internacionais.

2006 O IX VIRTUOSI teve como homenageado o maestro e compositor pernambucano José Ursicino da Silva, o Maestro Duda. Antecipando as comemorações dos 100 anos do Frevo, o Virtuosi dedicou uma noite a um dos maiores compositores de Frevo, o Maestro Duda. Duas obras foram escritas especialmente para o festival e que tiveram estréia mundial durante o evento: Concertino para viola e orquestra de cordas e o frevo “Lucas, o esperado”. Participaram do festival artistas como o violoncelista pernambucano Antonio Meneses que, extremamente generoso, tocou o Concerto de Shostakovich nº1 para cello e orquestra sinfônica e um recital inusitado intitulado “Antonio Meneses &...” no qual Antonio se apresentou em duos com Leonardo Altino (cello), Rafael Altino (viola), Sergio Oliveira (baixo), Rogério Wolf (flauta), Yehezkel Yerushalmi (violino) e Ana Lucia Altino (piano). O IX VIRTUOSI trouxe novidades. Criou uma nova série de concertos às 19h que aconteceu no Salão Nobre do Teatro de Santa Isabel para 200 pessoas. Foram 16 concertos incluindo os concertos-aula para alunos dos estabelecimentos de ensino público.

Resumindo as apresentações que o VIRTUOSI já realizou em Recife até esta data, temos um saldo de 226 obras com mais de 60 tendo sido apresentadas em primeira audição local, regional, nacional e até mesmo na América do Sul, representando cerca de 30% do total das obras executadas. Este é um fato de extrema relevância considerando o curto espaço de tempo de cada evento que, somado, até hoje durou exatamente 41 dias.

O VIRTUOSI também se preocupa todos os anos com a capacitação e formação dos jovens instrumentistas da região. Com isso, Master Classes e workshops são realizados. Nos dois últimos anos foram realizadas 16 Master Classes assim como concertos abertos para os alunos dos órgãos de ensino da rede pública. O VIRTUOSI ainda promove apresentações da Orquestra Jovem de Pernambuco durante o festival com o intuito de divulgar o trabalho realizado pelo grupo que é formado por jovens instrumentistas pernambucanos, todos oriundos de classes sociais economicamente menos favorecidas.

Outra preocupação do festival é a formação de platéia e isso é feito através de explicação didática sobre cada concerto antes da realização do espetáculo. Os artistas que participam do VIRTUOSI são estimulados a trazer seus CDs e vendê-los durante o evento. É sempre muito bem sucedida a venda de discos, uma vez que o público os adquire geralmente após assistir suas apresentações. Como são artistas não ligados a grandes gravadoras internacionais, dificilmente esses CDs chegam nas lojas brasileiras.

Considerado já pela mídia como um dos eventos de música erudita mais importante do país, ponto de referência em qualidade e excelência musical, incluído no Catálogo Musical América, o VIRTUOSI cresceu e hoje realiza três eventos importantes no estado de Pernambuco: o Virtuosi Brasil, o Virtuosi na Serra e o Virtuosi Internacional. A criação dos dois novos festivais, um de música brasileira e o outro descentralizando a cultura levando a música clássica para o interior, foi uma conseqüência da trajetória de sucesso e principalmente da credibilidade daqueles que dirigem e organizam o festival.

NOTÍCIAS DOS JORNAIS:

“...Após a curta fala do Maestro, o teatro veio abaixo, talvez imbuído do espírito da música que vinha sen
do apresentada ao longo da semana durante a programação da nona edição do festival Virtuosi.”
O ESTADO DE SÃO PAULO, 20 de dezembro de 2006-Caderno 2 – João Sampaio

“O Recife, durante uma semana, tornou-se a capital brasileira da música erudita, ao sediar, no Teatro de Santa Isabel, o VIII Virtuosi. A iniciativa vem sendo comandada pelo regente chileno Rafael Garcia com a ajuda direta da pianista pernambucana Ana Lúcia Altino.”
Jornal do Commercio, Recife 20 de dezembro de 2005 - Opinião

O pianista e regente João Carlos Martins escreve para dizer como foi sua participação no VII VIRTUOSI, no Santa Isabel: “ Quando iniciei o primeiro ensaio PENSEI que estava na Áustria, Alemanha ou EUA, pois NÃO CONHEÇO outro lugar no Brasil que reuna músicos tão qualificados de vários países”.
Jornal do Commercio, Recife 02 de janeiro de 2005

MAIOR FESTIVAL DE MÚSICA DE CÃMARA DO NORDESTE
Virtuosi chega à sexta edição trazendo músicos do mundo todo.
Folha de Pernambuco, Recife 25 de novembro de 2003

O Festival Internacional de Música de Câmara de Pernambuco...não tem mais condição de RETROCEDER...SEU DESTINO SERÁ CONTINUAR a oferecer ao recifense o melhor da música erudita no Estado...O Virtuosi provou, que é pura balela esta história de que, aqui, não haveria público para música erudita...existe sim UM PÚBLICO FAMINTO por apresentações de nível internacional e que o Recife não abriga apenas o mangue beat e o Abril pro Rock. OS EMPRESÁRIOS que quiserem lucrar com os eventos, daqui para a frente, PODEM INVESTIR, sem susto NESTE FILÃO, que haverá retorno.
Jornal do Commercio, Recife 11 de dezembro de 2000

 

 

RAFAEL GARCIA, diretor artístico
Chileno de nascimento, mas brasileiro de coração, Rafael Garcia é o criador, diretor artístico e regente do festival VIRTUOSI. Casado com a pianista pernambucana Ana Lúcia Altino, Rafael apaixonou-se pelo Brasil, aos 18 anos, quando assistiu, no Chile, à Seleção Brasileira de Futebol, sob o comando do grande jogador Mané Garrincha. A paixão pelo Brasil o fez recusar ofertas de trabalho em orquestras da Suécia, da Alemanha e de outros países da Europa para se radicar no Recife. A partir de então, passou a desempenhar inúmeras funções como violinista, professor, diretor artístico, regente, criador e coordenador de projetos culturais significativos para o desenvolvimento da música na região. Ao longo dos anos, conquistou relevantes oportunidades, como o cargo de spalla da Orquestra Sinfônica de São Paulo, com o maestro Eleazar de Carvalho; a implantação do movimento musical na Paraíba; a estréia na América do Sul da Sinfonia dos Dois Mundos, com texto de Dom Helder Câmara; a criação da Filarmônica de Pernambuco, sob a regência do maestro Isaac Karabtchewsky; a posição de professor do New England Conservatory e a criação do Lexington Music Festival em Boston; membro fundador e spalla da Orquestra Filarmônica Norte/Nordeste; criação e reativação da Orquestra Jovem de Pernambuco, entre outras, e, finalmente o VIRTUOSI, o maior projeto de todos, marca registrada de qualidade e excelência artística. Rafael Garcia não se tem destacado, no nosso meio, somente pelo exímio domínio de sua arte, mas também pelo infatigável empenho, pela verdadeira obstinação no esforço de difundir a eterna música clássica, em todos os segmentos e em todos os lugares em que se vislumbre a menor chance para isso.

 

 

FICHA TÉCNICA
DIREÇÃO GERAL ANA LÚCIA ALTINO
DIREÇÃO ARTÍSTICA RAFAEL GARCIA
REALIZAÇÃO VIRTUOSI SOCIEDADE ARTÍSTICA LTDA
PRODUÇÃO VIRTUOSI SOCIEDADE ARTÍSTICA LTDA
CO-PRODUÇÃO LUCIANA ALTINO
ASSESSORIA DE IMPRENSA COQUETEL MOLOTOV
CRIAÇÃO GRÁFICA EXTRA COMUNICAÇÃO