Festival Virtuosi do Século XXI renova a partir desta terça a música de concerto (NE10)

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Por séculos, a música erudita esteve atrelada a um conceito e uma forma artística de seriedade, equilíbrio e austeridade. Mas no início do século 20, o gênero passou por uma reviravolta: sua linearidade de fórmulas foi quebrada e ele passou então a ser tratado de uma maneira mais livre. De hoje a quinta, o Teatro Eva Herz é palco da segunda edição do festival Virtuosi Século XXI e recebe instrumentistas eruditos contemporâneos do Brasil e do mundo cujo repertório salienta a modernização da música de concerto.

“A quebra trouxe uma música que não está mais presa à uma sonoridade, a um ritmo e nem utilização fechada do instrumento”, explica a curadora do do Virtuosi Século XXI, Ana Lúcia Altino. Em parceria com o compositor paraibano Marcílio Onofre, Ana Lúcia selecionou os músicos que vão ensinar, palestrar e se apresentar nos três dias do festival. Durante os três dias, sempre pela manhã, o franco-italiano o Stefano Gervasoni e o alemão Johannes Walter ministram oficinas de composição.

Hoje, o duo Wiktor Kociuban e Demetre Gamsachurdia, respectivamente no cello e no piano, apresentam o programa Oracle’s blast – a explosão do oráculo. O concerto inclui três obras inéditas, todas da década de 1980, de William Dougherty, Marcílio Onofre e Keitaro Takahashi.

Amanhã, o saxofonista francês Clément Himbert volta a tocar para o público pernambucano – participou em julho do Virtuosi de Gravatá. Himbert desta vez ao Estado faz a primeira audição mundial da peça A sax a day keeps the pressure away, de Sylvain Rifflet. Quinta-feira, cabe a Orquestra Jovem de Pernambuco, sob a regência do maestro Rafael Garcia e com a participação dos músicos dos dias anteriores, fechar o Virtuosi Século XXI.

 



Esse texto foi publicado terça-feira, novembro 26th, 2013 às 8:31 AM na seção Clipping. Você pode acompanhar todos os comentários através do feed RSS 2.0. Você também pode comentar, ou criar um link para cá em seu site.

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