Enquanto você lê esta minientrevista, escute o violinista russo executando o Largo da quarta Sonata de Bach ao lado do cravista Masaaki Suzuki no vídeo acima.

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1. O que mais o impressionou quando você esteve no Recife pela primeira vez? E especificamente o que o impressionou no Virtuosi?
Quando estive pela primeira no Recife, em 2008, o que mais me impressionou foi a atmosfera aconchegante. Embora eu conhecesse poucas pessoas aí, o contato mais chegado se deu imediatamente. Ter um pouco de luz do sol em contraste com o clima frio europeu foi também outra boa surpresa.

2. Por que a escolha pela primeira sonata de Prokofiev para ser tocada no Virtuosi hoje? Quais são seus desafios e atrativos?
A primeira sonata de Prokofiev é uma das mais poderosas obras e provavelmente uma das melhores peças jamais escritas para violino. As dificuldades para ambos os instrumentistas [violino e piano] envolvem a natureza sinfônica da peça e a riqueza de caracteres que se tem de transferir para o público, ainda que a música em sua maior parte fale por si só!

3. Podemos achar alguns pontos em comum entre o Sexteto de Tchaikóvski e as Peças românticas de Dvorák ou ambas as obras são totalmente diferentes entre si, a despeito de serem partituras de compositores românticos eslavos?
Há uma feição comum que sempre achei existir entre Tchaikóvski e Dvorák nomeadamente: ambos parecem encontram o caminho direto ao caminho em suas músicas. A ingenuidade e o calor natural delas são extremamente estabelecidas.