Festival abre espaço para música erudita contemporânea
AD Luna

Bach, Mozart, Vivaldi, Beethoven, Tchaikovsky, Stravinsky, Liszt. Esses e outros artistas formam a ala “popular” dos compositores eruditos. Em razão de suas obras serem mais executadas ou difundidas por veículos de comunicação, é comum encontrar pessoas carregando a crença de que a música clássica não se renova há séculos. Uma boa oportunidade de rever esse conceito é acompanhar a realização do primeiro Virtuosi Século 21, festival de música contemporânea que acontece de hoje a quinta. O primeiro concerto da programação tem lugar, às 20h, na Caixa Cultural, Bairro do Recife, com entrada gratuita.

Ana Lúcia Altino, coordenadora do Virtuosi, explica que, ao contrário do que muitos pensam, a música clássica está sempre em evolução. “Há compositores que unem o formato tradicional com inovações, como é o caso do brasileiro Heitor Villa-Lobos. Também existem aqueles que adotam linguagens diferenciadas, incluem improvisações nas suas peças, outros adotam se utilizam da eletrônica, como Stockhausen”, explica.

Entre os destaques dos encontros, aulas e concertos do festival, estão o compositor francês Tristan Murail, o violinista suíço Egidius Streiff, o quinteto de sopros sueco Gotlands Blasarkvintett e o Grupo Sonantis da UFPB.

Tristan é um dos principais criadores da chamada música espectral e professor da Universidade Mozarte de Salzburgo (Áustria). Presença constante em apresentações de grandes orquestras da Europa e Ásia, Egidius Streiff inicia, hoje às 20h, a série de concertos do evento com recital focado em compositores contemporâneos como Yosvany Quintero e Harry Crowl. Dirigido por Eli-Eri Moura (curador do festival) e Marcílio Onofre, o Sonantes encerra a programação desta noite. O grupo tem como principal objetivo a divulgação da música contemporânea brasileira; em especial, a paraibana.